Instituto de Desenvolvimento Florestal incapaz de travar desmatação na Huíla
Instituto de Desenvolvimento Florestal incapaz de travar desmatação na Huíla
lubango

O Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF) da Huíla não tem meios, nem homens para combater, de forma eficiente, a produção ilegal de lenha e carvão, que devasta amplas áreas da região.

Actualmente o IDF na Huíla conta com 10 fiscais, muitos deles com idade superior aos 50 anos, bem como com apenas duas viaturas com mais de 10 anos de uso, para responder aos 14 municípios da província.

Até 2021, o necessitava de 140 fiscais, a razão de dez para cada município da província, para reforçar a acção dos disponíveis que trabalham sobrecarregados. Já para os meios a necessidade fixa-se em 14 viaturas para atender o trabalho de fiscalização, com vista a prevenir e combater as queimadas anárquicas, assim como a caça furtiva.

Ao manifestar a preocupação com a “elevada” produção ilegal de lenha e carvão na Huíla, mesmo sem quantificar, o chefe de secção técnica e fiscalização dos serviços provinciais do IDF na Huíla, Armindo Malengue, referiu que essas condicionantes dificultam o trabalho inspectivo na vertente.

Fruto desta incapacidade há, segundo a fonte, grupos de pessoas que aliciam jovens nas imediações do Polígono Florestal da Humpata para cortar árvores, aproveitando-se da mesma para fazer lenha, com destino para as salsicharias e padarias.

Acrescentou existir cidadãos que ao fazerem jangos e casas de construção precárias, com uso de paus, também incentivam os populares na zona para fazerem corte de árvores.

“Tem também os produtores de carvão e outros que vendem os postes para a vedação, principalmente no troço da Chibia/Chiange (Gambos), a caminho da província do Cunene, uma zona que consegue-se notar o corte de árvores para o efeito”, lamentou.

Nos municípios tidos como os potenciais produtores de carvão, segundo Armindo Malengue, constam o Cuvango e Jamba, uma produção comercializada principalmente na Matala.

A província, na era colonial, tinha quatro polígonos florestais, do Sandji e do Bundjei (Chipindo), do Waba (Caconda) e da Humpata, hoje conta com três, sendo que o do Sandji foi privatizado por ordem de um decreto, acordo com a fonte.

A Huíla, localizada no sul do país, cuja capital é Lubango, tem um clima tropical de altitude e a sua extensão territorial é de 79 mil 022 quilómetros quadrados. Tem uma população estimada em três milhões 383 mil 342 habitantes.

A província tem 14 municípios, nomeadamente, Caconda, Gambos, Caluquembe, Chicia, Chicomba,Chipuindo, Cuvango, Humpata, Jamba, Lubango, Quilengues, Matala, Quipungo e Cacula.

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