Isabel dos Santos condenada por desviar quase 53 milhões de euros da Sonangol
Isabel dos Santos condenada por desviar quase 53 milhões de euros da Sonangol
Isabll

A empresária angolana Isabel dos Santos e alguns dos seus colaboradores foram condenados por gestão danosa e falsificação de documentos devido ao desvio de 52,6 milhões de euros da Sonangol. A decisão, noticiada pela SIC, foi tomada pelo Tribunal de Recurso de Amesterdão, nos Países Baixos.

Em causa está o facto de a justiça ter dado como provado que Isabel dos Santos, no dia em que foi exonerada de presidente da petrolífera Sonangol, deu ordens para que lhe fossem transferidos parte dos dividendos da Esperaza, que detém uma participação indireta na Galp.

No processo foram ainda considerados culpados Mário Leite da Silva, antigo braço direito da empresária, o advogado Jorge Brito Pereira e o administrador financeiro na Sonangol, Sarju Raikundalia.

No final de 2022, uma investigação de um perito Tribunal de Amesterdão concluiu que o alegado “desvio” de 52,6 milhões de euros da Esperaza, participada da Sonangol, baseou-se em deliberações com datas “falsas”, pelo que são “nulas”.

A investigação concluiu que o alegado “desvio” para empresas de Isabel dos Santos terá sido feito com base em deliberações “nulas”, porque essencialmente terão sido tomadas posteriormente à destituição da empresária do cargo de presidente da Sonangol.

Além disso, segundo o investigador, a empresária e filha do ex-presidente angolano José Eduardo dos Santos, já falecido, realizou atos jurídicos em nome da petrolífera angolana, enquanto desempenhou aquele cargo, que beneficiaram empresas suas, “num óbvio conflito de interesses”, porque ela e o seu marido Sindika Dokolo eram os beneficiários efetivos da Exem, empresa para a qual foi canalizado o montante em questão.

A Esperaza é uma empresa de direito neerlandês, que era à data controlada a 60% pela petrolífera estatal angolana e em 40% pela Exem, empresa detida a 100% por Isabel dos Santos e o seu marido, Sindika Dokolo, que faleceu em 2020. A Esperaza detém 45% da Amorim Energia, que por sua vez é a maior acionista da Galp Energia, com 33,34%.

in Observador

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