Isabel dos Santos esclarece origem e estrutura accionista da UNITEL
Isabel dos Santos esclarece origem e estrutura accionista da UNITEL
Unitel

A empresária angolana Isabel dos Santos, filha do ex-Presidente José Eduardo dos Santos, veio hoje a público esclarecer os detalhes sobre a fundação da operadora de telecomunicações UNITEL.

A declaração surge em resposta a informações falsas que têm circulado nas redes sociais sobre a criação da empresa e sua estrutura accionista.

Segundo Isabel dos Santos, a UNITEL foi concebida por ela em 1997, tendo a sua primeira sede em Luanda, e foi oficialmente fundada em 30 de Dezembro de 1998.

O nome e a marca foram desenvolvidos e registados com o apoio de uma empresa britânica de marketing, pagos por iniciativa própria. A operadora iniciou suas operações no mercado de telecomunicações móveis em Abril de 2001.

A empresária destacou que, ao contrário do que tem sido divulgado, a UNITEL não foi criada como uma empresa estatal, mas sim como uma entidade privada, fruto do investimento de dois accionistas fundadores:

  • Vidatel Ltd, empresa de propriedade de Isabel dos Santos, e
  • Geni, S.A., pertencente ao engenheiro e empresário Leopoldino Fragoso do Nascimento.

Ambas as empresas detinham 50% do capital social cada e adquiriram a licença de telecomunicações móveis sem qualquer financiamento do Estado.

Ao longo dos anos, a estrutura accionista da UNITEL sofreu alterações com a entrada de novos investidores. Em 2001, a empresa passou a ser composta pelos seguintes acionistas:

  • Vidatel Ltd (Isabel dos Santos)
  • Geni, S.A. (Leopoldino Fragoso do Nascimento)
  • Mercúrio – MS Telecom, subsidiária da Sonangol
  • PT Ventures SGPS, S.A., filial da Portugal Telecom

A Sonangol adquiriu, em Janeiro de 2020, a participação de 25% da PT Ventures por cerca de mil milhões de euros. Posteriormente, em Outubro de 2022, o Presidente João Lourenço decretou a nacionalização da UNITEL, transferindo para o Estado as participações privadas da Vidatel Ltd e da Geni, S.A., tornando assim a empresa pública.

Isabel dos Santos considera que a disseminação de informações falsas sobre a origem e propriedade da UNITEL visa distorcer a realidade e manipular a opinião pública.

“Este desmentido é essencial para restabelecer a verdade e impedir que mentiras repetidas se transformem em ‘verdades fabricadas’”, concluiu.

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