
A Câmara de Lisboa, em Portugal, adiou a votação de um novo hotel no centro da cidade, para esclarecer dúvidas sobre o promotor, que alegadamente terá ligações à empresária angolana Isabel dos Santos, que tem os bens arrestados.
Proposta foi levada na última quarta-feira (11) a reunião de Câmara, mas autarca Carlos Moedas recuou na intenção da vereadora da sua equipa e adiou a votação. Isabel dos Santos, para quem a Interpol tem um mandado de captura, é dona da empresa que quer fazer negócio em Lisboa.
“Qualquer questão de possível arresto, mais uma vez, não é parte das competências da Câmara Municipal de Lisboa. Essa questão só é tida em conta no licenciamento caso esteja refletida nos documentos de instrução de processo, o que não acontece neste caso”, indicou o gabinete da vereadora do Urbanismo e da Transparência e Combate à Corrupção, Joana Almeida (independente eleita pela coligação “Novos Tempos” – PSD/CDS-PP/MPT/PPM/Aliança).
Em resposta a questões da agência Lusa, a vereação de Urbanismo referiu que o processo para o licenciamento de um projeto para a instalação de um hotel num imóvel da Rua Alexandre Herculano, perpendicular à Avenida da Liberdade, na freguesia de Santo António, promovido pela empresa H33 – Sociedade Imobiliária, na qualidade de proprietária do prédio, foi submetido à Câmara Municipal de Lisboa (CML) em 2019, no anterior executivo, sob a presidência de Fernando Medina (PS).
Em causa está uma proposta subscrita pela vereadora Joana Almeida, que constava na ordem de trabalhos da última reunião privada da CML, na quarta-feira, para “aprovar, condicionado, o projeto de arquitetura para obras de alteração com ampliação, a realizar no imóvel da Rua Alexandre Herculano n.º 33-33A, tornejando para o n.º 28 da Rua Castilho, na freguesia de Santo António, que constitui o processo n.º 1250/EDI/2019”.
Esta proposta pretende transformar este prédio de habitação no centro de Lisboa num “empreendimento turístico, constituído por 22 apartamentos turísticos de cinco estrelas e de um estabelecimento comercial no piso térreo”.
in Lusa