Isabel dos Santos promete recorrer da decisão do Tribunal de Recurso de Amesterdão
Isabel dos Santos promete recorrer da decisão do Tribunal de Recurso de Amesterdão
isabel dos santos

A empresária Isabel dos Santos admitiu ontem, terça-feira, 20, num comunicado a que o Imparcial Press teve acesso, que vai recorrer da decisão do Tribunal de Recurso de Amesterdão, Holanda, que a condena por desvio de 52,6 milhões de euros da Sonangol.

A filha do malogrado ex-Presidente da República, José Eduardo dos Santos, diz que o tribunal não analisou “documentos relevantes submetidos pela defesa, documentos estes que poderiam alterar, de forma significativa e substancial, a decisão proferida, demonstrando de forma inequívoca a veracidade material dos factos em questão”.

“No recurso serão apresentados estes documentos, demonstrando a verdade e a existência das atas da Sonangol, incluindo as correspondentes e reais deliberações que, por razões que se desconhece, foram ignoradas”, frisou Isabel dos Santos no comunicado.

A filha do ex-presidente José Eduardo dos Santos sublinhou ainda que a decisão do tribunal resulta de “uma falta de conhecimento do normal funcionamento empresarial”.

De salientar que, o Tribunal de Recurso de Amesterdão condenou, ontem, Isabel dos Santos, por desvio de 52,6 milhões de euros da Sonangol.

Segundo o tribunal, a empresária ordenou, ilegalmente, com recurso a documentos falsificados, a transferência de dividendos da empresa Esperanza – holding, detida pela Sonangol, para uma sociedade da própria.

A decisão foi ditada pela Câmara Empresarial, um departamento especial do Tribunal de Recurso de Amesterdão, que concluiu que o dinheiro foi desviado da Sonangol através de sociedades anónimas neerlandesas para beneficiar Isabel dos Santos e o seu marido, Sindika Dokolo (falecido em 2020, no Dubai).

O tribunal concluiu que a empresária assinou falsas deliberações para canalizar 52,6 milhões de euros em dividendos da Esperaza Holding BV para a sua empresa e tentou ocultar as transferências ilegais, com datas anteriores à sua exoneração do cargo de presidente do Conselho de Administração da Sonangol, a 15 de Novembro de 2017.

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