
Cerca de 500 líderes mundiais estão em Londres para assistir ao funeral de Isabel II. É a maior congregação de líderes mundiais neste século. Alguns aproveitam a ocasião para contactos políticos paralelos, como constatou o enviado da RTP, José Rodrigues dos Santos.
Antes da cerimónia privada, decorre em Londres o funeral de Estado, na Abadia de Westminster, junto ao Parlamento, com a presença de numerosos chefes de Estado ou de Governo e representantes de famílias reais.
A cerimónia religiosa oficial, com início previsto para as 11h00 e cuja lista de convidados não foi divulgada, contará com a presença de cerca de duas mil pessoas, entre as quais o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e o presidente de França, Emmanuel Macron.
De acordo com alguns pormenores do funeral de Estado divulgados à imprensa, no final do serviço religioso, pelas 11h55, serão observados dois minutos de silêncio em todo o país, após os quais será cantado o hino nacional, “God Save the King” (“Deus salve o Rei”).
Urna de Isabel II vai para o jazigo real de Windsor
Segundo o palácio de Buckingham, a urna da monarca será colocada no jazigo real de Windsor, onde se encontram depositados os restos mortais do pai, Jorge VI, da mãe, Isabel Bowes-Lyon, e da irmã, a princesa Margarida.
A urna do marido, o príncipe Filipe, que morreu em 2021 aos 99 anos, será também transferida para ficar junto à sua.
Esta cerimónia será privada, destinando-se apenas ao rei Carlos III e restantes membros da família real britânica, com início agendado para as 19h30. A rainha Isabel II morreu a 8 de setembro, aos 96 anos.
O último funeral de um rei aconteceu em 1952. Setenta anos depois, o mundo é muito diferente e os britânicos também, mas ainda assim há semelhanças entre as cerimónias fúnebres de Isabel II e de Jorge VI.