João Lourenço acusa oposição de sabotar iniciativas do Executivo
João Lourenço acusa oposição de sabotar iniciativas do Executivo
JL e ACJ

O Presidente da República, João Lourenço, afirmou esta segunda-feira que a oposição tem sabotado algumas iniciativas do Governo destinadas a melhorar as condições de vida da população angolana. A declaração foi feita durante uma entrevista concedida à Televisão Pública de Angola (TPA).

O Chefe de Estado reforçou que a sua principal responsabilidade é com o povo, a quem considera seu verdadeiro mandatário. “Quando o povo me colocou nesta cadeira, em 2017 e depois em 2022, confiou-me a missão de trabalhar para resolver os seus problemas”, sublinhou.

Segundo João Lourenço, nem todas as ações do Executivo são compreendidas pela oposição, que, em alguns casos, opta por dificultar ou minar projectos com impacto social positivo.

“A oposição, para atingir os seus objectivos, acredita que deve criar entraves a iniciativas do Governo que beneficiam directamente os cidadãos”, afirmou.

O Presidente reconheceu as dificuldades enfrentadas pelas populações, mas destacou o empenho do Governo na implementação de projectos estruturantes, como o Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM).

De acordo com o Chefe de Estado, caso existissem mais recursos financeiros, o Executivo avançaria com uma segunda fase do PIIM.

“Quando decidimos utilizar determinados recursos para financiar o PIIM, ouvimos vozes contrárias a desencorajar essa decisão, argumentando que estaríamos a comprometer o futuro das nossas crianças”, lembrou.

Reforma político-administrativa

Sobre a nova Divisão Político-Administrativa do país, João Lourenço defendeu a necessidade de aumentar o número de províncias, tendo em conta a vasta extensão territorial de Angola. Esclareceu, no entanto, que a expansão foi limitada por restrições orçamentais.

“Foram criadas apenas três novas províncias e alguns municípios, porque não dispomos de recursos suficientes para, de uma vez, avançar com cinco ou seis províncias. Dividimos a Lunda-Norte, Malanje e o Uíge, mas entendemos que é mais prudente não dar um passo maior que a perna. Chegaremos lá a seu tempo”, afirmou.

João Lourenço afirmou estar ciente dos desafios associados à governação do país e revelou que aceitou o cargo com plena consciência das suas exigências.

“Ser Presidente da República é um desafio diário, permanente. Exige trabalho praticamente 24 horas por dia, incluindo fins de semana e feriados, esteja-se em Angola ou no exterior. Não há alternativa. Como se diz, é pegar ou largar”, concluiu.

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