
O Presidente da República, João Lourenço, reconheceu esta terça-feira, durante uma visita à província do Cuando, que a Nova Divisão Político-Administrativa (DPA) foi aprovada tardiamente, lamentando que a medida não tenha sido implementada cinco ou dez anos antes.
A DPA, aprovada a 5 de Setembro de 2024, resultou na criação de três novas províncias: Cuando, Moxico Leste e Icolo e Bengo. Segundo o Chefe de Estado, a sua execução atempada teria antecipado significativamente o desenvolvimento dessas regiões.
“Se esta decisão tivesse sido tomada mais cedo, hoje teríamos a estrada Cuito Cuanavale–Mavinga em pleno funcionamento, tal como a via Mavinga–Dirico e outras que ligam localidades que antes eram comunas e que agora são municípios”, sublinhou.
João Lourenço apontou ainda que o atraso travou a construção de infra-estruturas essenciais como escolas, hospitais, sistemas de abastecimento de água e energia, comunicações e até um aeroporto regional.
“Com esse nível de desenvolvimento, também teríamos hoje muito mais população nesta região”, reforçou.
Apesar de reconhecer os impactos negativos da decisão tardia, o Presidente assegurou que há agora “mais acção e vontade política” para acelerar o progresso.
“Antes tarde do que nunca. É verdade que a decisão foi tomada com atraso, mas foi tomada. O nosso objectivo agora é executar os projectos de desenvolvimento do Cuando com uma velocidade, se possível, acima do normal”, garantiu.
Durante a jornada de trabalho na província do Cuando, o Presidente João Lourenço orientou uma reunião com o governo local, onde avaliou a situação socioeconómica da região e traçou estratégias para impulsionar o seu crescimento.
“Vamos procurar correr sem tropeçar. Ninguém quer cair, mas queremos avançar a um ritmo mais rápido do que o habitual”, concluiu.