João Lourenço é o 24.º mais poderoso de 2024
João Lourenço é o 24.º mais poderoso de 2024
Jlo98

O Presidente da República de Angola, João Manuel Gonçalves Lourenço, tem sido vítima de uma conjuntura adversa que penalizou a economia angolana. No plano interno, teima em usar o silêncio como arma política, mas já há quem publicamente cobice o seu lugar. Em Portugal, a sua influência vai diminuindo.

TEIA DE INFLUÊNCIA

Marcelo Rebelo de Sousa — A natureza das funções aproxima-os. O Presidente português é próximo de JLo e conversa regularmente com a mulher deste, Ana Dias Lourenço.

Ana Dias Lourenço — A primeira dama não é uma figura meramente decorativa. Pelo contrário, aconselha o Presidente em matérias económicas e tem um peso institucional que é reconhecido.

Valdomiro Minoru Dondo — Empresário brasileiro que se tornou acionista minoritário da Mota-Engil Angola era próximo de Eduardo dos Santos. Agora parece ter entrado no círculo de poder de João Lourenço.

Álvaro Sobrinho — O antigo presidente do BESA já foi um proscrito do regime, mas diz-se agora que tem mantido uma rota de aproximação ao novo poder para cair nas graças de João Lourenço.

Edeltrudes Costa — O ministro e diretor do Gabinete do Presidente da República é um dos homens mais poderosos no Palácio da Cidade Alta. Tudo passa por ele e nada se passa sem que ele saiba ou venha a saber.

Manuel Couto Alves — O presidente do grupo MCA, com sede em Guimarães, tem ganhado contratos públicos vultuosos em Angola, por exemplo, nas áreas da energia e da rodovia. A sua presença é forte.

Nelson Carrinho — O grupo angolano Carrinho está menos fulgurante do ponto de vista mediático, mas afirmou-se durante o consulado de Lourenço, em setores como o alimentar e a banca.

António Cunha Vaz — A Presidência da República de Angola utiliza desde há muito os serviços do consultor de comunicação português. A longevidade da relação é sinal de que o serviço satisfaz.

Luís Montenegro — O primeiro-ministro português já foi a Luanda garantir que as boas relações entre os Estados são uma constante dos governos nacionais, qualquer que seja a sua cor política.

Luís Fernando — O secretário para os Assuntos de Comunicação Institucional e Imprensa do Presidente da República filtra toda a informação que chega à Cidade Alta e tem acesso a João Lourenço.

Fernando Miala — O general que lidera o SINSE, o órgão de segurança do Estado, conhece todos os segredos do aparelho do Estado assim como as debilidades dos protagonistas. É fundamental para Lourenço.

José Ferreira Tavares — Este general reformado, formalmente, não tem funções na Cidade Alta, mas é visto com uma espécie de “cardeal Richelieu” tal a influência que tem junto do Presidente.

Isaac dos Anjos — O atual secretário do Presidente da República para o setor produtivo é visto por João Lourenço como um dos potenciais candidatos à sua sucessão. Verdade ou intriga, só o tempo o dirá.

Hélder Pitta Gróz — O procurador-geral da República tem cumprido fielmente a estratégia definida por João de Lourenço de combate à corrupção, mas falta-lhe o maior “prémio”, deter Isabel dos Santos.

Francisco Furtado — Divide com Fernando Miala a supervisão dos serviços de segurança. Enquanto ministro de Estado e chefe da Casa de Segurança, é uma espécie de emanação de João Lourenço.

José de Lima Massano — O ministro da Coordenação Económica é um dos preferidos de João Lourenço e esta circunstância é perfeitamente visível no destaque que tem no seio do Governo.

Ricardo Viegas d’Abreu — O ministro dos Transportes de Angola tem a seu cargo alguns dos investimentos mais relevantes do país e, também por isso, está próximo de JLo.

in Negócios

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