
As autoridades angolanas cortaram recentemente os salários da antiga Juiz Conselheira Presidente do Tribunal de Contas, Exalgina Renée Vicente Olavo Gambôa, sem qualquer justificação plausível.
Exalgina Gambôa renunciou o cargo em Fevereiro último, depois de ter sido convidada a sair pelo Presidente João Lourenço, que a acusou de alegas praticas de improbidade.
De acordo com apurações, quando as entidades são exoneradas ou resignam os cargos, as mesmas mantém as suas regalias e privilégios durante um período de seis meses. Depois deste período, são-lhe retirados os guardas. Quanto aos salários são sujeitos a ajustes decorrentes da passagem a reforma, mas nunca é cortado.
No caso da antiga juíza do Tribunal de Contas, Exalgina Gambôa, tudo aconteceu ao contrário. Um dia depois de ter abandonado o cargo, foi constituída arguida lhe foi retirada a escolta que cuidava da sua segurança pessoal.
Depois de sete dias, a economista recebeu também uma ordem de despejo do condomínio Malunga onde esteve a residir desde o período que ocupou o cargo de presidente do Tribunal de Contas.
Não obstante as acusações que lhe são imputadas, Exalgina Gambôa é citada como estando a observar momentos de humilhações pelas mãos do regime do Presidente João Lourenço. Ao ser constituída arguida passou a ser ouvida pela PGR, na sua residência privada por beneficiar de fórum especial.
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