João Lourenço manda demolir lote 1 do Prenda – Moradores realojados no “Mayé Mayé”
João Lourenço manda demolir lote 1 do Prenda - Moradores realojados no "Mayé Mayé"
predio a cair

O Presidente da República, João Lourenço, autorizou a demolição de quatro edifícios na província de Luanda, dentre os quais o lote 1 dos prédios do Prenda. Sabe-se que alguns moradores foram realojados na urbanização Mayé Mayé, localizada na centralidade do Sequele (Cacuaco).

Em Despacho Presidencial n.º 255/23, de 25 de Outubro, se justifica a demolição dos referidos edifícios devido ao estado de degradação avançada, preservando o bem vida e garantir condições dignas de habitabilidade.

Na lista de demolições, em Luanda, consta ainda o “prédio inacabado da Maianga”, localizado na rua Amilcar Cabral, o edifício 7 “prédio da ex-livraria Mirui”, na Comandante Valódia (Ingombota), e o edifício “nº 80, 82, 84”, também localizado na mesma avenida.

Conforme o decreto, no Huambo está previsto a demolição do edifício “FAPA”, enquanto no Cuanza Sul será o edifício da “DEFA”. Já na província do Bié, o Chefe de Estado autorizou a demolição do edifício “Gabiconta”.

No mesmo despacho, o Chefe de Estado autoriza, igualmente, a construção de um novo Lote 1 do Prenda.

O antigo edifício colonial de cinco andares, existente há mais de 50 anos, foi evacuado e interdito, em Abril deste ano, para se impedir a circulação de pessoas no interior e nos arredores.

O Laboratório de Engenharia de Angola (LEA) confirmou, na altura, que o edifício apresenta uma “situação grave para desabamento”, aconselhando a demolição do mesmo.

Em Maio, ainda no Prenda, registou-se a queda de uma viga de corta-vento do lote 9, situação que colocou em estado de alerta os seus moradores. O edifício, de 12 andares, da era colonial acolhe mais de 70 famílias.

Pelas mesmas razões, apesar de terem sido autorizados a retomar a vida normal, em Setembro, moradores dos prédios 60 e 62, da avenida Hoji-ya-Henda foram evacuados devido as fissuras detectadas. Trata-se de edifícios com cinco andares cada, num total de 44 apartamentos.

Na ocasião, o arquitecto José Bessa, dirigindo-se aos moradores, informou ter sido feita uma vistoria com técnicos da Direcção Nacional de Edifícios e Monumentos e também do Laboratório de Engenharia de Angola, tendo constatado a estabilidade do prédio.

O histórico de edifícios em estado avançado de degradação em Luanda regista também a queda, a 25 de Março, de um prédio na Avenida Comandante Valódia, sem causar vítimas.

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