João Lourenço manda “recados” para os pré-candidatos à presidência do MPLA
João Lourenço manda "recados" para os pré-candidatos à presidência do MPLA
JL nando e higino

O líder do MPLA, João Lourenço, aproveitou a abertura da reunião do Comité Central do partido, realizada esta quarta-feira, 9 de outubro, para enviar indirectamente “recados” aos pré-candidatos à presidência do MPLA, nomeadamente: Francisco Higino Lopes Carneiro, Fernando da Piedade Dias dos Santo “Nandó” e António Venâncio.

Reforçando a ideia de que o sucesso político depende de uma estrita observância das regras internas e da coesão colectiva, o também Presidente da República sublinhou que as eleições – tanto gerais como internas – ainda estão distantes.

“Na política, tal como nos desportos, apenas triunfam as equipas cujos membros se submetem à organização, à disciplina colectiva e respeitam as regras e orientações da liderança técnica”, afirmou João Lourenço, destacando implicitamente a necessidade de lealdade e coordenação dentro do partido.

Sem mencionar directamente nenhum dos pré-candidatos, o presidente do MPLA lançou uma advertência clara, ao comparar o cenário político com uma competição desportiva: “Ninguém inicia uma corrida antes do tiro de partida, nem começa a jogar antes do apito do árbitro, sob o risco de desqualificação e prejuízo para a equipa”.

A mensagem sugere que qualquer tentativa de antecipar as movimentações eleitorais poderá resultar em consequências negativas, tanto para o candidato como para o partido.

Além das questões internas, João Lourenço destacou que o foco do MPLA deve estar centrado no cumprimento do Programa de Desenvolvimento Nacional, com metas claras de diversificação económica, aumento da produção nacional, criação de empregos e crescimento das exportações, manifestando-se contra a dispersão de esforços em “agendas paralelas”, que desviem da missão de melhorar as condições de vida do povo angolano.

João Lourenço foi enfático ao afirmar que “não se vislumbram eleições gerais para breve, já que o tempo não é o previsto pela Constituição, tal como no partido, onde ainda não chegou o momento definido pelos estatutos para novas eleições”.

Este discurso surge no meio de rumores sobre possíveis candidaturas à presidência do MPLA, após a impossibilidade constitucional de o mesmo concorrer a um terceiro mandato presidencial, conforme a Constituição e os estatutos do MPLA.

A reunião do Comité Central, órgão responsável por convocar o congresso extraordinário do MPLA em Dezembro deste ano, serviu para aprovar as bases gerais do encontro e definir as comissões de trabalho.

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