
Os Serviços de Apoio do Presidente da República decidiram, a seu pedido, incorporar na frota de carros em que o Chefe de Estado se faz transportar, algumas unidades do topo de gama da Maybach, o luxuoso novo Mercedes-Maybach Classe S, produzido por encomenda pela construtora alemã Mercedes Bens.
Segundo o portal Correio Angolense, que cita suas fontes, exemplifica que, tal como o Ferrari, Lamborghini, Bugatti Centodieci, Rolls-Royce Sweptail ou Pagani Zonda HP Barchetta, o Maybach não é produzido em série por causa do seu elevado custo.
A Maybach é uma fabricante de automóveis de alto luxo pertencente ao grupo industrial Daimler AG. Embora faça parte do mesmo grupo, o Car Group, o grau de conforto e luxo de seus carros é superior ao dos fabricados pela sua irmã Mercedes-Benz.
No mercado europeu, o preço médio de um Maybach é de 500 mil dólares. Com os apetrechos indispensáveis a carros que transportam chefes de Estado ou bilionários famosos, o preço do carro pode transcender os três milhões de euros.
De acordo com a fonte primária, os mais afortunados, entre os quais figura o chefe de Estado angolano, exigem do fabricante blindagem total contra balas, equipamentos de telecomunicações, um amplo refrigerador de bebidas, um banco reclinável para permitir que João Lourenço cochile tranquilamente e outros “salamaleques”.
Em 2017, o Governo angolano comprou 30 unidades de Mercedes, 25 das quais de luxo, para a tomada de posse do Presidente João Lourenço. Além dos 25 sedans de luxo, a compra feita na cidade alemã de Leipzig, incluiu três carros de polícia e dois veículos de blindagem pesada.
A incorporação de unidades de Maybach na frota auto do Presidente da República é coerente com o estilo de opulência que ele adoptou desde que, a 26 de Setembro de 2017, as portas do palácio presidencial se lhe abriram.
Desde que é Presidente da República, João Lourenço, adoptou como meio de transporte favorito para as suas deslocações ao estrangeiro o modelo topo de gama da Boeing, um B 878 Dreamliner, que o Governo aluga à uma empresa chinesa ao preço de 80 mil dólares por hora.
Em Bruxelas, sede da União Europeia, onde se deslocou em 2018 para pedir apoio para reconstruir infraestruturas do país, os europeus olharam para a aeronave em que o pedinte se fazia transportar e muito educadamente mandaram-lhe pentear macacos.
Para o Presidente João Lourenço, todos os palcos servem para exibir opulência. Na sua primeira deslocação oficial à cidade de Ndalatando, na província do Cuanza Norte, uma das localidades mais miseráveis do país, em reunião com dignitários locais ele exibia um par de calçado Berluti, um sapato italiano cujo preço nunca é inferior a 8.200 dólares.
Em Abril deste ano, para ir ao estádio da Cidadela assistir a um jogo opondo o 1º de Agosto ao Petro de Luanda, o Presidente João Lourenço “fez-se sentir”, tirando da sapateira um par de sneakers, também da mesma marca italiana, e que custa 1.540 euros.
No que “tange” a relógios, o Presidente João Lourenço também não é homem de se deixar bater por qualquer um. Em várias ocasiões no estrangeiro, mesmo nos países onde foi de “balaio na mão”, ele exibiu um Patek Philippe Grand, um “brinquedo” que não custa menos de 233 mil dólares.
Apesar do esforço, nenhum, João Lourenço ainda ficou distante dos 500 mil dólares com que Danilo Eduardo dos Santos arrebatou, em leilão, um relógio.
Além do luxuoso B 878 Dreamliner, marca distintiva das suas deslocações ao exterior, em 2021, o Presidente João Lourenço “inovou”: apresentou-se em Glasgow, onde decorria uma conferência promovida pelas Nações Unidas sobre as alterações climáticas, com um muito bem engraxado par de sapato e uma carteira de ombro feitas com pele de crocodilo…
Tendo se apercebido do escândalo que tomou conta do rosto dos outros participantes, o Presidente João Lourenço endossou imediatamente a bolsa ao “bagageiro” Teté António, que era suposto estar ali como ministro das Relações Exteriores, mas não foi a tempo de se desembaraçar dos sapatos.