Jornalistas da Rádio Global reclamam atraso salarial
Jornalistas da Rádio Global reclamam atraso salarial
Radio Global

Os trabalhadores da Rádio Global FM, em Luanda, entre jornalistas, editores e técnicos, dizem estar sem receber salários há quase oito semanas, numa altura em que o custo de vida no país continua alto com a subida galopante dos preços dos produtos da cesta básica, estes lamentam estar a passar por momentos difíceis para sustentar suas famílias.

Enquanto isso, a direcção da Rádio Nacional de Angola (RNA), actual responsável da emissora (de Manuel Rabelais), até então privada, a quem cabe efectuar os ordenados ignora o grito de socorro e “fecha-se em copa”, segundo os dados em posse do Imparcial Press.

Por conta da situação, os lesados pretendem nos próximos dias decretar uma greve geral, e manifestar-se defronte a RNA contra o actual presidente do Conselho de Administração da RNA, Pedro Cabral, a quem atribuem palavras como, um dirigente insensível.

Sem possibilidades para comprar o básico, como alimentação, até para ir trabalhar, os jornalistas têm sido obrigados a fazer kilape nas cantinas dos seus bairros para pagar com juros.

“Estamos há oito meses sem salários e ninguém diz nada, por mais que agente reivindique. Até a presente data não somos transferidos para RNA. Já escrevemos para o ministro de tutela, Mário Oliveira, mas sem resposta. O coordenador da Comissão de Gestão da Interactive, Francisco Mendes, em busca de esclarecimentos sobre o processo, informou-nos que o dossier está sobre a responsabilidade da RNA, mas a RNA não nos responde”, disse um dos profissionais.

De acordo com os profissionais da Global FM, a gestão da mesma passou à esfera do Estado, tendo sido, através da RNA, criado uma Comissão de Gestão da Interactive Multimédia e Empreendimentos Limitada, em Agosto de 2020, quando esta perdeu a rádio e a Palanca TV para o Estado, na sequência de um processo de arresto judiciais, levado acabo pela Procuradoria Geral da República (PGR).

Com este formalismo jurídico, o Estado procedeu ao encerramento da Palanca TV e, consequentemente, os colaboradores foram transferidos para a Televisão Pública de Angola (TPA).

Já, para o caso da rádio, em particular, embora o referido órgão radiofônico esteja sob tutela da RNA, “há cerca de quatro anos que os seus profissionais não são oficialmente transferidos para a rádio pública, acrescido ao árduo sacrifício de viver à sua sorte por oito meses sem salários”, segundo um informe em posse do Imparcial Press.

Ainda segundo a mesma fonte, a RNA declina-se das suas responsabilidades financeiras para com a Rádio Global, alegando para que a “Rádio Global cumprir com os pagamentos dos salários aos colaboradores deve recorrer a outras formas de financiamento todos os meses, pelo facto desta emissora não ter orçamento cabimentado na sua estrutura de custos”.

Por outro lado, os profissionais que enfrentam largos meses sem salários e sem enquadramento oficial aos órgãos do Estado, lamentam ainda as más condições de trabalhos a que são submetidos, sem estrutura de apoio e com uma programação empobrecida.

O colectivo de trabalhadores apela, por isso, a intervenção do ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Mário Oliveira, no âmbito das atribuições, competências e responsabilidades que o ministério de tutela tem sobre o processo.

“Pedimos a vossa intervenção para celeridade deste dossiê que dura três anos, pois, o mesmo coloca vários entraves ao desenvolvimento dos profissionais”, conclui a fonte.

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