Jornalistas da RNA no Moxico sem salários há mais de 10 anos
Jornalistas da RNA no Moxico sem salários há mais de 10 anos
Jornalistas RM

Dizem que “a vida faz se nos municípios” e “o mais importante é resolver os problemas do povo“, corrigindo “o que está mal, melhorar o que está bem“.

É com estas citações apregoadas pelo MPLA, regime que governa o país, que uma fonte abriu a sua carta denúncia para revelar a este portal de que no município do Luena, capital da província do Moxico, nove jornalistas da Rádio Provincial do Moxico, afecto ao grupo Rádio Nacional de Angola (RNA), podem, no final do mês de Dezembro próximo, abandonar a emissora caso não se resolva os seus problemas de salários, para quem a direcção central da RNA é “insensível” para com os seus profissionais.

De acordo com a fonte, encontra-se nestas condições há mais de dez anos quatro jornalistas de línguas nacionais e cinco outros jornalistas, entre os quais alguns técnicos da emissora. “Um dos objectivos da classe jornalística sem salários durante este tempo consiste na expectativa de ver os seus nomes inseridos nas folhas salariais da RNA, uma vez que trabalham, de um tempo a esta parte, sem contrato laboral de efectividade ou de colaboradores”, disse a fonte próxima ao processo.

Os jornalistas até então recebiam 50 mil kwanzas num intervalo de dois a três meses, aquando da gestão do antigo director da RNA naquela província, Yano Gaspar, falecido no passado mês de Setembro do corrente ano, avança a fonte, acrescentando, por outro lado, que os profissionais receiam nunca mais voltar a receber tal subsídio, porque o então director, de feliz memória, fazia tremendo esforço para os pagar, sem apoio da direcção central da RNA, de quem suspeitam de estar a usufruir dinheiro que não chega às suas mãos.

Profissionais acreditados pela Comissão da Carteira e Ética (CCE), através da RNA, revela a fonte, substituíram outros profissionais já reformados que deixaram vagas no sistema, mas embora tenha havido muitos concursos dentro do grupo RNA, os profissionais da província do Moxico nunca foram contemplados para pertencerem ao quadro de efectividade ou possuir um vínculo laboral, a julgar pelo tempo de trabalho. Pelo que clamam por maior dignidade à classe com a intervenção de alguém de direito.

Esta preocupação já foi manifestada por vários directores provinciais que passaram na Rádio Moxico, ao governo provincial, ao Sindicato dos Jornalistas de Angola (SJA), ao Conselho da Administração da RNA, ao Ministério de Telecomunicações e Tecnologia de Informação, mas nunca foi resolvida, segundo os jornalistas. Facto que deixa os profissionais sem qualquer motivação para exercer com zelo as missões pelas quais estão comprometidos com a Rádio Provincial do Moxico.

Os descontentes voltam a solicitar, por isso, a intervenção do governo do Moxico, da direcção provincial de Comunicação Social, da Comissão da Carteira e Ética, do Sindicato dos Jornalistas Angolanos, do Conselho da Administração da RNA e do Ministério das Telecomunicações Tecnologia de Informações e Comunicação Social.

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