
O ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, justificou ontem, sexta-feira, 16, no final da inauguração de duas unidades fabris na província de Benguela, o atraso dos salários na função pública no mês Maio, pedindo “desculpas”.
Segundo o governante, um desfasamento entre a altura da recepção dos fundos resultantes da arrecadação fiscal e o período dos pagamentos esteve na base do atraso dos salários da função pública.
“Nesta altura, os salários estão regularizados e vamos procurar, na nossa acção governativa, colocar toda a energia para assegurar que situações como esta não voltem a acontecer”, frisou.
José de Lima Massano aproveitou a ocasião para pedir desculpas a todos os funcionários que ficaram lesados por causa do atraso dos salários.
Questionado sobre a subvenção da gasolina para alguns sectores, depois do preço ter subido de 160 para 300 kwanzas o litro, afirmou que o Executivo tem um conjunto de responsabilidades no sentido de fazer o melhor que estiver ao seu alcance para evitar constrangimentos.
Em relação à actual inflação, disse que apesar do Executivo prestar muita atenção ao facto, ainda não tem conseguido alcançar os objectivos no que se refere à sua estabilização.
Referiu-se sobre alguns constrangimentos, como o facto de não ter condições de influenciar o preço do barril de petróleo no mercado internacional, que é o principal produto de exportação, gerador de 95 por cento das reservas cambiais da economia angolana.
Por outro lado, apontou também o facto da produção de petróleo conhecer algum declínio, recentemente. Disse, no entanto, que existem oportunidades outros sectores do país com os quais é possível reverter o quadro. “Temos de ter o propósito de continuar a melhorar o ambiente de negócios, sublinhou.
José de Lima Massado fez-se acompanhar dos ministros do Comércio e Indústria, Victor Fernandes, das Pescas e Recursos Marinhos, Carmem Sacramento Neto, e da Economia e Planeamento, Mario Caetano João.
com Angop