
Filho de peixe, peixinho é! Quando a trapaça decorre da hereditariedade é uma “maka do kaiaia”. O processo orgânico do IX Congresso Ordinário da JMPLA está em curso. O jogo está inquinado à partida.
É um jogo de cartas marcadas. O herdeiro do antigo governador do Cuanza-Sul é candidato ao cargo de primeiro secretário da JMPLA. Chama-se Justino Capapinha.
Tem mais vícios que Calígula. Julga-se ter “tenência” no partido por ser filho de quem é. Não se lhe (re)conhece militância que legitime o seu alcandoramento ao cargo que almeja.
O puto já mostrou ao que vem e de que cepa é. É o rosto da decadência moral da nova geração de políticos e adepto de comportamentos moral e eticamente censuráveis.
Justino Capapinha está na corrida para o cargo de primeiro secretário da JMPLA. Mas faz igualmente parte da subcomissão de candidaturas da Comissão Nacional Preparatória do congresso. Quer ser árbitro e jogador ao mesmo tempo.
Tão novo e (já) tão batoteiro. Tão novo, tão cambalacheiro. Tão puto e (já) tão mafioso. Tão imberbe, mas com espírito de cigano político. Tão novo, mas já corrupto. Crispiniano dos Santos sabe disso. Mas assobia para o lado.
A corrida eleitoral para o cargo de primeiro secretário da JMPLA está a ser dominada pela “Cosa Nostra” à boa maneira da política angolana.
Mário Aragão é um jovem valente. Botou a boca no trombone para denunciar a maracutaia envolta da candidatura de Justino Capapinha.
Endereçou uma carta ao líder do partido a dar conta da falcatrua e a solicitar, a impugnação da candidatura de Justino Capapinha!
A Direção do partido vai ignorar com sucesso a solicitação de Mário Aragão. O denunciante está agora na linha de tiro. Está na mira dos padrinhos da máfia de Justino Capapinha. São conhecidos.
Serão capazes de insinuar que Mário Aragão é um militante indisciplinado por ter feito a denúncia que fez. É assim que se procede quando alguém procura ser justo. Coerente e propõe-se cumprir as regras. É assim quando se quer lisura. É assim quando se faz apologia à democracia interna.
Ainda vão chamá-lo à pedra: Por defender a transparência e o rigoroso cumprimento da directiva em vigor.
O ambiente em que uma criança ou adolescente cresce influi positiva ou negativamente na formação do seu carácter. Quando se nasce e cresce num ambiente de bofetadas e navalhadas, decerto que a pessoa tende a ser violenta.
Quando se cresce a ver os pais a primarem pela “Lei do Mais Vivo”, torneando as regras social ou juridicamente estabelecidas, claro que essa pessoa torna-se corrupta. Mafiosa.
Há famílias e famílias. Há as que defendem que é de pequeno que se talham os meninos para a podriqueira. Trave-se a candidatura e a falcatrua de Justino Capapinha. Se ele chega a governante, o País estará segura e garantidamente fadado ao fracasso nos próximos 50 anos.
*Jornalista