Líder do movimento LGBTQIP+ encontrado morto com vestígios de espancamento
Líder do movimento LGBTQIP+ encontrado morto com vestígios de espancamento
carlos iris

O presidente da Associação Íris Angola, Carlos Anderson Henriques Fernandes, de 41 anos, foi encontrado morto, com vestígios de espancamento, na segunda-feira, 26, no seu apartamento, localizado na rua da Escon, no Kinaxixi, concretamente por detrás do Hotel Intercontinental, em Luanda.

Segundo as informações, o crime que terá ocorrido na madrugada domingo à segunda-feira, já é conhecimento das autoridades competentes.

O Serviço de Investigação Criminal (SIC) suspeita que o mesmo terá sido asfixiado até a morte pelo seu algoz – que se encontra em parte incerta -, mas aguarda-se pela autópsia para resultados conclusivos.

O SIC terá encontrado bebidas no apartamento, o que evidencia que o mesmo teria estado com um companheiro num momento de convívio privado. Na noite de sábado, Carlos Fernandes esteve num designado “ambiente gay”, no espaço Fábio Sabor, ao Largo Serpa Pinto, em Luanda.

Num comunicado oficial da Associação Íris Angola, da qual o malogrado era líder, os associados informam: “É com profunda tristeza e consternação que a Associação Íris Angola vem informar o passamento físico do nosso diretor geral, irmão, pai, amigo e líder do movimento LGBTQIP+, Carlos Fernandes. Carlos foi encontrado sem vida em sua residência, hoje (26), em circunstâncias a serem confirmadas pelas autoridades. Sua partida deixa um vazio imenso em nossa comunidade e um luto profundo em nossos corações”. A referida associação informa ainda que o local do óbito será anunciado nas próximas horas.

Este é o segundo assassinato de um membro da comunidade LBGT de Angola, em menos de duas semanas. O primeiro aconteceu no passado dia 15 de Fevereiro, quando o advogado Admar Gerson Ornelas Bendrau foi igualmente encontrado morto no seu apartamento, havendo suspeitas sobre um alegado parceiro, motivadas por ciúmes em relação a outro jovem.

O caso está a ser investigado pelas autoridades, resultando na detenção de um suspeito identificado apenas por “Richard”, que jura não ter sido ele a matar o advogado.

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