Livro revela que a relação entre os papas Francisco e Bento XVI foi pouco amistosa
Livro revela que a relação entre os papas Francisco e Bento XVI foi pouco amistosa
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Havia forte tensão – velada – nas relações que publicamente se mostravam tranquilas entre o papa Francisco e seu antecessor, o papa emérito Bento XVI, que renunciou ao pontificado em 2013 – as arestas seguiram mesmo com Bento tendo se afastado por motivos de saúde.

Isso é o que se depreende da leitura de “Nada além da verdade – minha vida com Bento XVI”, escrito pelo arcebispo Georg Gänswein.

Desde 2002, ele foi secretário particular do papa falecido recentemente: Joseph Ratzinger, nome que segue sendo respeitado como um dos principais teólogos da Igreja Católica — e essencialmente conservador.

Sério ponto de discórdia entre ambos foi a obrigatoriedade das celebrações de determinadas missas em latim. Francisco revogou decretos de Bento que impunham essa regra.

Em outro episódio, ocorrido em 2020, o choque foi ainda maior, segundo o livro do arcebispo. Quando Francisco manifestou-se favorável à flexibilização do dogma do celibato, Bento protestou.

O papa afastou, então, Gänswein de suas funções executivas como prefeito da Casa Pontifícia da Santa Sé. Nessa ocasião, Bento teria confidenciado ao seu secretário particular de tantos anos: “Francisco não confia mais em mim”.

Na obra “Nada além da verdade – minha vida com Bento XVI”, o arcebispo Georg Gänswein afirma que, em sua opinião, na juventude (hoje ele está com 66 anos) foi “um pouco rebelde para os padrões do conservadorismo”, ao usar “cabelos longos e ser fã de Pink Floyd”.

in Isto É

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