
O director do Gabinete Provincial da Saúde da Lunda-Sul, Viegas de Almeida, anunciou ontem, quarta-feira, 27, em Saurimo, que nos últimos dois meses as autoridades sanitárias locais diagnosticaram mais de 57 mil casos positivos de malária.
Segundo o responsável, os casos foram registados em distintas unidades sanitárias da província e resultaram apenas em 19 mortes.
Sem avançar dados comparativos do ano passado, Viegas de Almeida referiu que as crianças menores de cinco anos de idade dominam os casos de malária.
No entanto, enfatizou que o deficiente saneamento básico do meio, traduzido na existência de muita vegetação, águas estagnadas e resíduos sólidos em quintais e em algumas ruas da cidade, como um dos factores que concorre para a proliferação da doença.
“As equipas médicas e parceiros tudo têm feito para sensibilização das famílias para observarem as medidas de prevenção desta doença”, assegurou.
Apelou à população a primar pela higiene para se prevenirem da doença, assim como a procurar, oportunamente, os serviços de saúde.
Viegas de Almeida disse que outra preocupação do sector é a ruptura de stock de sangue. “Diariamente são feitas 25 transfusões de sangue, situação que tem causado transtornos no normal funcionamento das hemoterapias”, avançou.

A província da Lunda-Sul conta apenas com 762 camas, distribuídas em diferentes unidades sanitárias, asseguradas por 638 enfermeiros e 116 médicos nacionais e expatriados.