Máfia na Unidade de Protecção Parlamentar do CPSPEP – Esquema rende mais de 10 milhões de kwanzas/mês
Máfia na Unidade de Protecção Parlamentar do CPSPEP – Esquema rende mais de 10 milhões de kwanzas/mês
Kavanda

O segundo comandante da Unidade de Protecção Parlamentar da Assembleia Nacional, intendente Carlos Domingos Kavanda, é acusado de ter introduzido centenas de fantasmas na lista dos efectivos que recebem subsídios – como forma de compensação – atribuídos por aquele órgão do poder legislativo.

Segundo os dados em posse do Imparcial Press, o intendente Carlos Kavanda terá inserido os supostos efectivos “fantasmas” em quase todas as companhias que compõe a Unidade de Protecção Parlamentar, um órgão afecto ao Comando da Polícia de Segurança Pessoal e de Entidades Protocolares (PSPEP) da Polícia Nacional, com maior realce na companhia de Guarda Honorífica onde constam quase 400 efectivos, quando, na verdade está composta com menos de 200 efectivos.

“É a partir dessa falsa efectividade que o Soberano Kavanda [como também é tratado nos bastidores] arranca dos cofres da Assembleia Nacional mais de 10 milhões de kwanzas/mensal”, revelou a fonte do Imparcial Press.

Conforme a nossa fonte, os referidos efectivos fantasmas (que se suspeitam ser seus familiares e alguns efectivos de confiança do comandante da PSPEP) inseridos à margem da lei na folha de efectivos que recebem mensalmente os subsídios atribuídos pela Assembleia Nacional, entregam mensalmente cerca de 80% dos valores que recebem ao intendente Carlos Kavanda, ficando apenas com 20% dos valores.

“Soberano Kavanda não aceita que esses valores sejam pagos via transferência bancária para despistar os órgãos inspectivos”, explicou a fonte, acrescentando que o mesmo delega um efectivo da sua extrema confiança para efectuar a recolha dos valores em mãos a todos os beneficiários do lucrativo “esquema milionária”.

“Uma vez que Soberano Kavanda não é comandante direito das forças, ele obriga os comandantes assinarem a falsa efectividade, o que significa que, em caso de auditoria ou inspecção, o implicado será quem assina as efectividades que não o temível Kavanda”, revelou a nossa fonte.

Antes de ascender a 2.º comandante da Unidade de Protecção Parlamentar, o intendente Carlos Kavanda foi comandante da Guarda Honorífica por vários anos. “Daí a razão do mesmo não largar essa companhia e de forma discreta se gaba que a Assembleia Nacional é a sua cantina”, concluiu a fonte do Imparcial Press.

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