Manuel Gonçalves acusado de passar imóveis da ENSA ao Fundinvest
Manuel Gonçalves acusado de passar imóveis da ENSA ao Fundinvest
manuel gonçalves

O ex-presidente do Conselho de Administração da Empresa Nacional de Seguros de Angola (ENSA), Manuel Gonçalves, esta a ser acusado de entregar os activos mobiliários daquela seguradora para uma empresa denominada Fundo de Investimento Imobiliário Fechado de Subscrição Pública (Fundinvest) da qual é sócio oculto.

A Fundinvest é gerida pela Eaglestone Capital, que tem como CEO e sócio fundador o antigo director executivo da ESCOM Investimentos, Pedro Manuel Neto, amigo pessoal de Manuel Gonçalves.

Os denunciantes, que prefiram falar em anonimato por razões obvias, não entendem o silêncio das autoridades sobre tamanha fraude só comparada à engenharia montada por Carlos São Vicente, ex-presidente do Conselho de Administração das AAA, que se encontra na cadeia a cumprir uma pena de prisão de quase 10 anos.

A sociedade angolana tem criticado a postura das autoridades judiciais, que têm feito um combate à corrupção bastante selectivo cuja credibilidade deixa muitas dúvidas.

De realçar que, recentemente, a PWC, auditor independente às contas de 2022 da ENSA, levantou dúvidas sobre a razoabilidade do valor dos 52 imóveis, avaliados em 46,9 mil milhões de kwanzas, que no ano 2021, a seguradora cedeu ao Fundinvest, ficando, em troca, com 71% de participação.

Esta é uma das duas reservas às contas colocadas pelo auditor externo, que face à “insuficiência” de documentação de suporte de alguns imóveis alienados ao Fundo e por se não encontrar disponível o relatório do auditor independente ao Fundo, diz não ser “possível concluir acerca da totalidade e da razoabilidade do montante” de 46,9 mil milhões de kwanzas.

Este valor inclui ainda a participação de 100% que a ENSA tem na empresa REGENERA – Activos imobiliários “constituída no âmbito da mesma transacção, registado na rubrica de títulos de rendimento variável em 31 de Dezembro de 2022, no qual estão “estacionados” oito imóveis da seguradora.

O conselho fiscal, em relação a esta reserva, recomenda “que a ENSA envide esforços para obtencão do Relatório de Auditoria do Fundinvest, e priorize, como acção imediata, a reavaliação dos activos imobiliários, bem como a regularização da documentação de suporte de alguns dos imóveis alienados ao Fundo.

Este fundo foi constituído com o objectivo de gerir a maior parte do parque imobiliário da seguradora que, ao longo dos anos, tem tido dificuldades para receber uma boa parte das rendas junto dos inquilinos desses imóveis.

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