Marcolino Moco considera justa a condecoração recebida
Marcolino Moco considera justa a condecoração recebida
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O antigo Primeiro-Ministro angolano, Marcolino José Carlos Moco, classificou, esta sexta-feira, como “um gesto simbólico que deve concretizar-se em prol da reconciliação nacional e do desenvolvimento”, a recente cerimónia de condecoração de personalidades cuja acção foi considerada marcante na história do país.

Marcolino Moco falava à imprensa após receber a Medalha da Classe Paz e Desenvolvimento, durante uma cerimónia presidida pelo Chefe de Estado, João Lourenço, no quadro das comemorações dos 50 anos da Independência Nacional de Angola.

As distinções reconheceram cidadãos com contributos significativos para a luta de libertação, a conquista da paz, a reconciliação nacional e o progresso socioeconómico.

“O reconhecimento é modesto, mas justo, à luz do percurso que tive e das acções que desenvolvi em prol do país. Vejo nesta distinção um sinal de que Angola quer reencontrar-se consigo mesma”, afirmou Moco, visivelmente emocionado.

O antigo governante sublinhou que o espírito das celebrações do cinquentenário da independência, associado às condecorações, deve traduzir-se num movimento real em direcção à unidade e reconciliação entre todos os angolanos.

No contexto destas celebrações, o Governo instituiu a Medalha Comemorativa dos 50 Anos da Independência Nacional, nos termos da Lei n.º 2/25, de 18 de Março de 2025.

Desde o início das distinções, a 4 de Abril, diversas personalidades nacionais e estrangeiras, incluindo a título póstumo, foram homenageadas, como o general cubano Cintra Frias, em reconhecimento pelo seu contributo durante o período da luta armada.

A medalha é produzida em ouro de até 24 quilates, representando o valor simbólico e histórico da contribuição dos homenageados.

Perfil do condecorado

Natural de Chitue, província do Huambo, Marcolino Moco nasceu a 19 de Junho de 1953 e é licenciado em Direito pela Universidade Agostinho Neto. É reconhecido como um dos políticos mais influentes da sua geração.

Foi o primeiro Primeiro-Ministro do período multipartidário (1992–1996), e ocupou cargos como governador da província do Bié, ministro da Juventude e Desportos, e secretário executivo da CPLP entre 1996 e 2000.

Ao longo da sua trajectória, tem sido apontado por diversos sectores da sociedade civil como um defensor dos valores democráticos e da boa governação, numa altura crítica da história contemporânea do país.

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