MEA convoca manifestação para exigir carteiras nas escolas públicas em Luanda
MEA convoca manifestação para exigir carteiras nas escolas públicas em Luanda
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O Movimento dos Estudantes Angolanos (MEA) em Luanda convoca, para os próximos dias, uma manifestação de rua para exigir carteiras, água, professores e melhorias de condições nas escolas públicas.

De acordo com informações obtidas pelo Imparcial Press esta terça-feira 22, a manifestação está aprazada para o próximo sábado, 26, e visa, dentre outros factores, exigir do Governo Provincial de Luanda (GPL) a colocação de carteiras novas e outros meios de ensino às escolas públicas supostamente abandonadas.

Para Jones Sebastião, secretário provincial do MEA em Luanda, os estudantes e a sociedade em geral estão mobilizados para testemunhar o acto e exigir do governo o cumprimento escrupuloso daquilo que, do ponto de vista da Constituição da República de Angola (CRA), constitui um dos direitos fundamentais.

Jones Sebastião entende ser altura de todos se juntarem à causa, pois, segundo o secretário, o movimento que dirige fartou-se de solicitar diálogo a um governo que se mostra insensível aos básicos problemas que afligem a classe estudantil.

“O MEA vai regressar às ruas para exigir o cumprimento escrupuloso dos nossos direitos constitucionalmente consagrados, principalmente o direito à educação. Conquanto o governo se mostre surdo e mudo aos nossos problemas, entretanto vamos sair para exigir. Nós somos por uma educação”, disse.

Para o também activista cívico, a nível da província de Luanda, a título de exemplo, cerca de 95% das escolas públicas encontram-se num verdadeiro estado de abandono total, carecendo até das mínimas condições básicas para a realização do processo de ensino e aprendizagem, com excepção do Instituto Médio de Economia de Luanda (IMEL) e o Instituto Médio e Industrial de Luanda (IMIL), comummente conhecido como “Macarenco”.

“95% das escolas públicas em Luanda encontram-se em estado de abandono, nenhuma delas tem sanita, água, giz ou outras condições de trabalho, com excepção, se calhar, do IMEL e do “IMIL”, afirma.

Sebastião acusa o governo de falta de juízo e de compromisso com a educação da juventude, que apesar da suposta crise económico-financeira, numa altura em que decide gastar mais de trinta biliões de kwanzas na compra de bandeiras para os festejos dos cinquenta anos de independência nacional.

De recordar, a manifestação terá lugar no próximo sábado, a partir das 9h, no mercado do São Paulo, com destino ao palácio do governo provincial.

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