MEA leva preocupações de 15 mil candidatos excluídos do concurso público da Educação à Presidência e à PGR
MEA leva preocupações de 15 mil candidatos excluídos do concurso público da Educação à Presidência e à PGR
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O Movimento dos Estudantes Angolanos (MEA) anunciou que, nos próximos dias, apresentará à Presidência da República e à Procuradoria-Geral da República (PGR) as inquietações de mais de 15 mil candidatos não admitidos no último concurso público do sector da Educação, referente ao período de 2023/2024.

Durante uma conferência de imprensa realizada ontem, quarta-feira, 9, na Casa da Juventude, em Viana, Francisco Teixeira, presidente do MEA, expressou descontentamento com a postura da ministra da Educação, Luísa Maria Alves Grilo, face às reivindicações dos candidatos excluídos.

Teixeira classificou a atitude da ministra como “triste e desumana”, sublinhando que os candidatos procuram apenas o cumprimento das promessas estabelecidas.

O líder do MEA questionou as razões que levam o Ministério da Educação a desconsiderar as orientações do Presidente da República, João Lourenço, especialmente quando outros ministérios, como o da Saúde, têm seguido as diretrizes superiores.

Teixeira acusou ainda o ministério de ser um dos mais “corruptos e mafiosos” da administração pública angolana, colocando em causa o compromisso do governo no combate à corrupção.

Francisco Teixeira assegurou que o MEA continuará a lutar até que uma solução seja encontrada, defendendo que não há justificativa para a realização de um novo concurso público enquanto existirem candidatos aprovados à espera de integração há mais de um ano.

O mesmo apelou à ministra da Educação para que encontre uma solução urgente, alertando para a possibilidade de manifestações em todo o país caso não haja uma resposta adequada.

Ivo José Ximuto, coordenador nacional dos Candidatos Com Positivas (CNCP), partilhou da mesma opinião, destacando a necessidade imediata de 78 mil professores para atender às carências do setor educativo e integrar as crianças que estão fora do sistema de ensino devido à falta de docentes.

O MEA, fundado nos anos 1990, é uma organização de pressão dedicada à defesa dos interesses dos estudantes angolanos. A conferência de imprensa contou com a presença de diversos candidatos não admitidos provenientes de várias regiões do país.

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