Mesmo sob ataques da FLEC – Comandante da Região Militar diz que Cabinda tem estabilidade político-militar
Mesmo sob ataques da FLEC - Comandante da Região Militar diz que Cabinda tem estabilidade político-militar
General Tukikebi

O comandante da Região Militar Cabinda (RMC), tenente-general Tukikebe dos Santos, reafirmou, na sexta-feira, 14, que a província tem estabilidade política e militar, a qual permite a livre circulação de pessoas e bens em toda a extensão territorial.

Segundo o tenente-general, que falava na abertura do curso intensivo de capacitação de acções contra guerrilha e operações na selva, a acalmia registada possibilita igualmente a concretização de projectos de impacto directo na vida dos cidadãos, o que contribui para o desenvolvimento da região.

Em Maio último, a Frente de Libertação do Estado de Cabinda (FLEC) reivindicou morte de três militares em resultado de operação realizada na região de Buco Zau, na qual morreram ainda dois cidadãos brasileiros. Informações que, até agora, não foram contestadas pelo Governo de João Lourenço.

Em comunicado de imprensa, assinado pelo chefe da direção das Forças Especiais das FAC, tenente-general João Cruz Mavinga Lúcifer, na altura, a FLEC afirma que os dois cidadãos brasileiros trabalhavam na Mineradora Lufo, que se dedica à exploração de ouro naquele enclave angolano.

“A FLEC-FAC lamenta a morte dos dois cidadãos brasileiros que acreditaram nas mentiras de Angola de que Cabinda é um território pacificado”, salienta a organização separatista.

A concluir a nota, a FLEC “alerta mais uma vez todos trabalhadores estrangeiros em Cabinda que estão num território em guerra e todas as notícias de uma suposta pacificação de Cabinda, difundidas pelo Governo angolano, são mentiras políticas que põem em risco a vida de qualquer estrangeiro incauto no interior e nas cidades”.

A FLEC mantém há vários anos uma luta pela independência do território, de onde provém grande parte do petróleo angolano, alegando que o enclave era um protetorado português – tal como ficou estabelecido no Tratado de Simulambuco, assinado em 1885 – e não parte integrante do território angolano.

O Governo angolano recusa normalmente reconhecer a existência de soldados mortos resultantes de acções de guerrilha dos independentistas, ou qualquer situação de instabilidade naquela província do norte de Angola, sublinhando sempre a unidade do território.

De realçar que a acção formativa – a decorrer durante 30 dias – se enquadra na preparação combativa, educativa e patriótica do Ano de Instrução 2023/2024 e visa capacitar os comandantes das unidades dos órgãos de defesa e segurança em matérias de guerra subversiva e operações na selva.

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