
Um grupo de militantes da Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA) em Luanda acusou, esta quinta-feira, 6 de março, o presidente do partido, Nimi-a-Nsimby, de falta de liderança, má gestão e ausência de transparência na administração das finanças da organização.
Os mesmos exigem explicações sobre o destino das quotas pagas pelos militantes e ameaçam levar o caso ao Tribunal Constitucional.
Em declarações ao Imparcial Press, os militantes denunciam que o líder da FNLA tem adotado práticas que, além de comprometerem o desenvolvimento do partido, minam qualquer possibilidade de reestruturação e fortalecimento da organização no atual cenário político.
O grupo, que inicialmente aparentava um clima de unidade e coesão interna, agora tece duras críticas a Nimi-a-Nsimby, acusando-o de incapacidade para gerir o partido e implementar políticas eficazes que impulsionem a FNLA.
Segundo os militantes, a actual direcção tem sido marcada por decisões unilaterais, falta de estratégia e uma crescente fragmentação interna.
“A FNLA, sob a liderança de Nimi-a-Nsimby, está longe de concretizar os anseios dos seus militantes e simpatizantes. O partido continua a afundar-se, sem qualquer projeto político claro e sem rumo definido. O seu presidente mostra-se incapaz de promover a unidade interna e apresentar propostas concretas para revitalizar a organização”, afirmam.
Os contestatários sustentam ainda que, em comparação com o seu antecessor, Lucas Ngonda, o actual presidente revelou-se ainda mais ineficiente, adotando posturas que violam os estatutos do partido e fragilizam a sua estrutura.
Outro ponto de forte contestação é a alegada falta de transparência na gestão das finanças do partido. Segundo os militantes, há mais de três anos que as quotas pagas pelos filiados não têm qualquer prestação de contas, levantando suspeitas sobre a utilização dos fundos.
“Não sabemos o destino das nossas contribuições. Há um total desrespeito pelos militantes, e a FNLA continua mergulhada no caos. A actual gestão parece determinada a enterrar de vez um partido histórico, que já foi um pilar importante no cenário político angolano”, denunciam.
Diante deste cenário, o grupo promete remeter uma carta ao Tribunal Constitucional nos próximos dias, solicitando uma auditoria às contas da FNLA sob a liderança de Nimi-a-Nsimby.
Nimi-a-Nsimby nega acusações
A redação do Imparcial Press tentou, sem sucesso, obter esclarecimentos do presidente da FNLA. No entanto, em recentes declarações à Rádio Ecclésia, Nimi-a-Nsimby desmentiu qualquer clima de desunião interna e garantiu que o partido está coeso e saudável, minimizando as críticas de dissidência.
A crise na FNLA persiste, e a crescente insatisfação dentro do partido levanta questões sobre o seu futuro político e a sua capacidade de se reinventar diante dos desafios eleitorais e institucionais.
Por: Ngola Ntuady Kimbanda Nvita