Militantes do PHA acusam Bela Malaquias de servir interesses do regime
Militantes do PHA acusam Bela Malaquias de servir interesses do regime
Belas Malaquias

Cerca de quatro anos após a sua legalização pelo Tribunal Constitucional, o Partido Humanista de Angola (PHA) enfrenta uma crise interna, com militantes acusando a presidente, Bela Malaquias, de actuar como um “instrumento” do partido no poder, comprometendo a credibilidade da oposição e a estabilidade da própria organização política.

Em declarações ao Imparcial Press, esta segunda-feira, 17, membros do partido manifestaram indignação com a liderança de Bela Malaquias, alegando que a dirigente não reúne o perfil necessário para continuar à frente do PHA.

Segundo os militantes, a presidente tem adoptado posturas que contrariam não apenas a Lei dos Partidos Políticos, mas também os estatutos da própria organização.

As críticas dirigidas a Bela Malaquias incluem a suposta incapacidade de promover políticas que impulsionem o desenvolvimento do partido e sua afirmação no cenário político nacional.

Os denunciantes também acusam a líder partidária de não contribuir para a pacificação interna do PHA, alimentando divisões que enfraquecem a organização e comprometem os seus objectivos.

Além das alegações de má gestão e falta de estratégia política, os militantes instam a Procuradoria-Geral da República (PGR) a abrir uma investigação sobre a gestão dos fundos do partido, cujo destino consideram incerto.

“Há anos que não vemos resultados concretos na gestão da presidente Bela Malaquias. Em vez disso, assistimos a constantes conflitos internos e decisões que violam abertamente a Lei dos Partidos Políticos e os estatutos do PHA. Estamos cansados e exigimos que a PGR investigue os fundos do partido”, afirmou um dos militantes sob anonimato.

A redacção do Imparcial Press tentou estabelecer contacto com Bela Malaquias para obter um posicionamento oficial, mas sem sucesso.

Entretanto, além das queixas dos militantes, um grupo de trabalhadores administrativos que presta serviços ao partido alega estar sem salário há três anos, agravando ainda mais o cenário de instabilidade dentro do PHA.

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