Moçambicanos ameaçam atacar Embaixada de Angola em retaliação pelo repatriamento de Venâncio Mondlane
Moçambicanos ameaçam atacar Embaixada de Angola em retaliação pelo repatriamento de Venâncio Mondlane
Venâncio Mondlane

Cidadãos moçambicanos manifestaram indignação nas redes sociais e ameaçaram realizar ataques contra a Embaixada de Angola em Maputo, em resposta ao repatriamento do político e ex-candidato presidencial Venâncio Mondlane.

O opositor foi impedido de entrar em território angolano e deportado na quinta-feira, 13 de Março, após ser retido no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, em Luanda.

A revolta gerada pela decisão das autoridades angolanas refletiu-se nas redes sociais, onde perfis oficiais da Presidência da República de Angola e do Presidente João Lourenço foram alvo de uma onda de comentários de protesto.

“O governo angolano esquece que aqui em Moçambique tem embaixada, e se não querem prejuízos, melhor evitar esse tipo de coisa”, escreveu um utilizador.

Outros internautas alertaram que o incidente poderá comprometer a relação diplomática entre os dois países.

“Avisem ao cota João Lourenço que, se brincar mal, não vai pisar em Moçambique”, afirmou um dos comentários, enquanto outro utilizador acrescentou: “Isso não vai ficar impune”.

Entre as manifestações de descontentamento, alguns moçambicanos questionaram os motivos do impedimento de entrada do opositor no país.

Contexto da expulsão

Venâncio Mondlane esteve em Angola para participar numa conferência organizada pela Benthrust Foundation, em Benguela, acompanhado do ex-Presidente do Botswana, Ian Khama, e do ex-Presidente da Colômbia, Andrés Pastrana. Contudo, Mondlane e outros 13 dos 17 convidados estrangeiros foram barrados à chegada e impedidos de entrar no território nacional.

Segundo informações divulgadas pela imprensa moçambicana, Mondlane é alvo de um processo judicial no seu país, onde a Procuradoria-Geral da República da Frelimo lhe aplicou a medida de Termo de Identidade e Residência, acusando-o de incitação à violência nas manifestações pós-eleitorais.

A medida impede o político de permanecer fora de Moçambique por mais de cinco dias sem aviso prévio às autoridades.

A tensão gerada pelo episódio levanta preocupações quanto ao impacto diplomático entre Angola e Moçambique, enquanto as reações continuam a crescer nas redes sociais.

Até ao momento, o governo angolano não emitiu um comunicado oficial sobre o caso.

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