
“Pogrons” eram ataques violentos espontâneos ou organizados contra judeus na Rússia imperial entre os séculos XIX e XX. Propósito: Infundir medo e infligir violência física. Cometer assassinatos e destruir propriedades público-privadas.
Moçambique está em polvorosa. Há um “progrom” em curso. O “progrom” faz-se sentir do Rovuma ao Maputo e do Zumbo ao Índico. Tem como divisa “Povo no Poder” e vai transformar a “Pérola do Índico” numa segunda Líbia ou num Iraque.Todo cuidado é pouco!
A FRELIMO deveria pôr em evidência o seu “savoir-faire e maturidade político-diplomática de governação de quase meio século.
Os adeptos e seguidores da teoria “Povo no Poder” estão a destruir tudo o que até aqui foi construído: Escolas, hospitais, bancos e infra-estruturas de todo tipo.
Os amargos de boca dos referidos estragos vão começar a ser sentidos daqui a mais alguns meses. As consequências sociais e económicas dos actos agora em curso estão ao virar da esquina. Vão ser duras. Pesadas. Muito pesadas mesmo!
Moçambique está um caos. Uma balbúrdia nunca antes vista. O Governo escusou-se a decretar “Estado de Sítio”. Os moçambicanos continuam, bem ou mal, a fazer valer os seus direitos civis e políticos. O meu respeito por isso!
A Polícia da República de Moçambique (PRM) está a cometer excessos. Os excessos das autoridades são sempre condenáveis. A vida dos cidadãos é sagrada. Quando as autoridades policiais executam cidadãos por se manifestarem, cometem um crime imprescritível. O meu desrespeito ao Governo por isso!
Os casais resolvem os seus problemas entre tapas e beijos numa cama e em baixo de lençóis limpos e macios. Os políticos fazem-no em torno de uma mesa.
As autoridades têm de se sentar à mesa para conversar com quem incentiva os “progrons” para que se acabe com a porrada e a “pomba branca” possa voltar a Moçambique.
Que a conversa seja regada com chá de menta. Chá para os negociadores e chimarão para os mediadores. Que haja bom-senso!
*Jornalista
Nota: A alteração do título é da inteira responsabilidade deste jornal. O título original do texto é: “Chá de menta sem porrada”.