Moradores do prédio do Lote 1 do Prenda recusam casas no projecto “Mayé-Mayé”
Moradores do prédio do Lote 1 do Prenda recusam casas no projecto "Mayé-Mayé”
predio a cair

Os moradores do edifício do lote 1 do Prenda, distrito urbano da Maianga, município de Luanda, recusaram hoje (segunda-feira, 15) a proposta da Administração Municipal de Luanda, em aloja-los no projecto “Mayé-Mayé”, arredores da Centralidade do Sequele, no município de Cacuaco.

A posição dos mesmos foi transmitida na última reunião de concertação pela Comissão de Moradores do edifício 1 dos Lotes do Prenda, deixando de “mãos atadas” a Administração Municipal de Luanda que se mostra indignada.

A propósito das medidas de desocupação imediata do edifício n.º 1 dos lotes do Prenda, em consequência da degradação acelerada e corrosão intensa das armaduras, que comprometem a estabilidade do edifício, a Administração Municipal de Luanda “encontrou como solução realojar as famílias no projecto “Mayé-Mayé”, arredores da Centralidade do Sequele, Luanda”, disse uma fonte do Governo Provincial de Luanda.

Leia nota da Administração Municipal de Luanda na íntegra:

ADMINSTRAÇÃO MUNICIPAL DE LUANDA APRESENTA SOLUÇÃO EMERGENCIAL E APELA AO BOM SENSO DOS MORADORES DO LOTE 1 DOS PRÉDIOS DO PRENDA

Trata-se da solução possível encontrada pela Administração Municipal de Luanda, sendo que decorre do contexto emergencial da desocupação intempestiva do edifício, mas que vai resolver o desconforto das famílias que se encontram em casa de parentes enquanto aguardam o resultado definitivo da avaliação técnica.

Importa realçar que esta situação deriva da situação emergencial causada pelo estado de degradação acelerada e corrosão intensa das armaduras, que comprometem a estabilidade do edifício.

Gabinete de Comunicação Social do Governo Provincial de Luanda

De salientar que o edifício em causa está em via desabar, tendo em conta as vibrações sentidas no passado dia 22 de Abril.

O edifício colonial de cinco andares, existente há mais de 50 anos, já foi evacuado e interdito para se impedir a circulação de pessoas no interior e nos arredores. Até ao momento, os moradores ainda não foram alojados.

Constatou-se também que as colunas do prédio já estão a ruir, pois é visível, em várias, a estrutura interna de aço, devido à quebra do betão que as cobre.

Num dos vídeos publicados nas redes socais, ouve-se um cidadão, não identificado, a afirmar que o edifício vibrou durante a tarde de 22 de Abril. De acordo com relatos de moradores, as vibrações ocorreram por volta das 11h30 da manhã, e geraram pânico entre as famílias.

Até ao princípio da noite, que as 41 famílias residentes no imóvel já abandonaram a estrutura, mas ainda não há um espaço oficial para serem realojadas. Neste momento, os moradores contam com a solidariedade dos seus familiares para se abrigarem, até a situação ficar resolvida.

Edifício do Prenda tem danos graves

O Laboratório de Engenharia de Angola (LEA) revelou que o edifício apresenta uma “situação grave para desabamento”.

Conforme o vice-governador provincial para o sector técnico e infra-estrutura, Cristino Ndeitunga, estudos preliminares do LEA apontam para a existência de quatro pilares tecnicamente “falidos” no imóvel.

Em declarações à imprensa, reforçou que o referido prédio carece de uma intervenção técnica urgente a nível dos pilares, razão pela qual continuará interditado.

Adiantou que as equipas técnicas foram orientadas a fazer, rapidamente, o reforço dos pilares, passo fundamental para se determinar a volta ou não dos moradores.

Esta é a segunda situação de desalojamento de famílias em edifícios da era colonial em
Luanda, só este ano. A primeira ocorreu num edifício da Avenida Comandante Valódia, que desabou, sem causar vítimas.

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