Moradores dos prédios 60 e 62 regressam às suas residências depois do pânico
Moradores dos prédios 60 e 62 regressam às suas residências depois do pânico
Av brasil

Os moradores dos prédios 60 e 62, da avenida Hoji-ya-Henda, em Luanda, regressaram esta noite às suas residências, após um trabalho de vistoria levado a cabo por técnicos da Direcção Nacional de Edifícios e Monumentos e do Laboratório de Engenharia de Angola.

O pânico gerado nos dois edifícios com cinco andares cada, num total de 44 apartamentos, deveu-se ao desprendimento de um pedaço do reboco da parte lateral do edifício nº 60, o que levou a moradora da vivenda ao lado a accionar o Serviço de Protecção Civil e Bombeiros.

Segundo o responsável da Comissão de Moradores, Alexandre Nicolau, tudo não passou de uma precipitação devido o desabe de um pedaço de reboco, mas, referiu que o prédio já se debate com alguns problemas técnicos desde o início das obras do novo edifício ao lado, que originou o desprendimento da junta de dilatação dos dois prédios.

A reportagem apurou ainda a existência de fissuras nos dois prédios, resultantes também da construção anárquica no terraço, factor que aumenta a pressão sobre a base e, consequentemente, o surgimento de rachaduras na estrutura.

Por sua vez, o morador Francisco Carlos referiu que a construção do prédio ao lado, onde funciona o BPC, foi a grande responsável das fissuras existentes no edifício, causando o desprendimento entre o prédio 60 e 62.

“Já tivemos uma má experiência no prédio do Kinaxixe e isso nos deixa apreensivos, independentemente da informação dos engenheiros, temos de jogar no seguro”, sublinhou.

Já Rita Alfredo, que vive no prédio há 27 anos, disse que tudo não passou de uma “precipitação” e que em nenhum momento o prédio balançou.

O administrador adjunto para s Área Técnica do município de Luanda, José Bessa, que esteve envolvido na vistoria do prédio, referiu que os trabalhos preliminares descartam qualquer iminência de colapso do edifício, tendo sublinhado que os trabalhos de inspecção e vistoria vão continuar nos próximos dias.

De recordar que, Luanda assistiu a 25 de Março do ano em curso o desabamento de um prédio de seis andares na Avenida Comandante Valódia, sem causar vítimas mortais, bem como o desalojamento das famílias do prédio adjacente.

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