
Faleceu na última quarta-feira, em Luanda, o golfista angolano Manuel Barros, vítima de um Acidente Vascular Cerebral (AVC), após ter estado internado durante alguns dias.
A sua morte representa uma perda significativa para o desporto nacional, em particular para a modalidade de golfe, da qual foi um dos principais pioneiros em Angola.
Em nota de condolências, o Ministério da Juventude e Desportos (MINJUD) manifestou profundo pesar pelo falecimento do antigo atleta e dirigente, considerando Manuel Barros uma figura incontornável no processo de crescimento, consolidação e dignificação do golfe no País.
Segundo o órgão reitor do desporto angolano, a trajectória de vida de Manuel Barros esteve intimamente ligada ao desenvolvimento da modalidade, tendo desempenhado um papel determinante na formação de atletas e na promoção dos valores do desporto.
“Foram inúmeros os jovens que, sob a sua orientação, se formaram como atletas e cidadãos, num legado que ultrapassa resultados e permanece na memória colectiva do desporto angolano”, refere a nota do MINJUD.
O ministério destaca ainda o perfil humano e pedagógico do malogrado, descrevendo-o como um professor e verdadeiro mestre, dedicado, rigoroso e exemplar, que serviu o golfe com paixão e compromisso.
A sua partida, acrescenta o comunicado, deixa um vazio profundo, mas também uma herança de valores, conhecimento e dedicação que continuará a inspirar as futuras gerações.
Capitão do Clube de Golfe de Luanda, Manuel Barros desenvolveu um percurso marcado pela competição, pela formação e pela liderança desportiva.
Praticou golfe antes e depois da independência nacional, em 1975, e esteve envolvido na formação de várias gerações de atletas, bem como na promoção e estruturação da modalidade em Angola.
Teve igualmente um papel activo no processo de criação e consolidação da Federação Angolana de Golfe (FAGOLFE). No plano competitivo, conquistou diversos títulos a nível nacional e destacou-se internacionalmente, ao sagrar-se bicampeão do torneio TAP, em Portugal, nas épocas de 1996 e 1997, e vice-campeão do Open TAP, no Brasil, em 2007.
A morte de Manuel Barros encerra um percurso marcado pela dedicação ao desporto e pelo contributo decisivo para a afirmação do golfe angolano.