Morreu o jornalista Octávio Capapa
Morreu o jornalista Octávio Capapa
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O jornalista reformado da Rádio Nacional de Angola, Octávio Pedro Capapa, faleceu na manhã hoje, sexta-feira, em Luanda, aos 62 anos, vítima de doença prolongada, após vários dias internado em estado crítico.

Capapa encontrava-se hospitalizado desde o dia 27 de Fevereiro no Complexo Hospitalar Pedro Maria Tonha “Pedalé”, na capital angolana, onde recebia cuidados médicos devido ao agravamento do seu estado de saúde.

No início do mês, o portal Imparcial Press já havia noticiado a deterioração do quadro clínico do jornalista, citando fontes próximas da família, depois de sofrer no dia 02 de Março duas paragens cardiorrespiratórias, tendo permanecido ligado a suporte mecânico.

De acordo com as mesmas informações, os médicos apontavam para um prognóstico extremamente reservado, situação que deixava familiares e amigos em grande apreensão. A família vivia momentos de profunda angústia na residência familiar, situada no bairro Prenda, em Luanda.

Numa publicação nas redes sociais, Jorge Eurico relatou a gravidade da situação clínica e agradeceu o apoio prestado pelo Presidente da República, João Lourenço, que reagiu ao alerta público feito sobre o estado de saúde do jornalista.

Apesar da intervenção e da mobilização de esforços para assistência médica, o estado clínico de Octávio Capapa agravou-se rapidamente, culminando na sua morte.

Antes do desfecho, Jorge Eurico apelou ainda para que, perante a gravidade da situação, fosse evitado qualquer aproveitamento político da dor da família.

Octávio Pedro Capapa, jornalista reformado, ingressou na Rádio Nacional de Angola em 1984, tendo iniciado a sua carreira na área de Regência e Estúdios, posteriormente integrou a Rádio Cidade, onde se destacou como profissional dedicado e voz reconhecida da radiodifusão nacional.

Ao longo da sua carreira, participou e apresentou diversos programas de referência na RNA, entre os quais “Discolândia”, “Rádio Cidade”, “Roteiro da Manhã”, “Mandando Final”, “Angola Combatente”, “Hora Certa”, “Angola no Coração” e “Comboio Musical”, marcando gerações de ouvintes com o seu estilo e contribuição para o jornalismo e entretenimento radiofónico no país.

A morte do jornalista representa uma perda significativa para a comunicação social angolana, especialmente para a família da Rádio Nacional de Angola, onde construiu grande parte da sua trajectória profissional.

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