Moxico: Jovens reclamam pagamento pelo serviço prestado em campanha de vacinação contra a Covid-19
Moxico: Jovens reclamam pagamento pelo serviço prestado em campanha de vacinação contra a Covid-19
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Mais de 80 jovens, que em junho último prestaram serviços durante a segunda fase da campanha de vacinação contra a Covid-19 na província do Moxico, reclamam junto da Direção Provincial de Saúde o pagamento de 96 mil kwanzas. O director municipal da saúde, Baldé Barnabé, admite atraso nos pagamentos.

Delmilson Ecumba é pai e está desempregado. No processo de vacinação exerceu o papel de registador e ainda espera pelo pagamento. Conta que está agastado e insatisfeito.

“Até agora, nada. A informação que tivemos até ao momento é que os supervisores e condutores já foram pagos. Mas nós, que trabalhamos como mobilizadores e registadores manuais e digitais, até ao momento não tivemos resposta”, disse.

“Quando vamos à repartição, ninguém nos dá uma resposta satisfatória. Pelos 24 dias serão pagos”, acrescenta indignado.

“Precisamos muito desse dinheiro”

Também o estudante Leonardo Liz está inconformado com a demora no pagamento e pede ajuda. “Chegamos na repartição e tentamos falar com o Dr. Baldé Barnabé [diretor municipal da saúde], mas não nos responde e nem nos dá uma satisfação. E ficamos assim”, desabafa.

“Agora estamos a bater às portas, a pedir ajuda para que tenham piedade de nós. Somos jovens, estamos a procurar formas de sobreviver e muitos de nós temos familiares, filhos, esposa, mas não temos trabalho. Precisamos muito desse dinheiro para comprar qualquer coisa”, acrescenta.

O diretor municipal da saúde, Baldé Barnabé, admite o atraso dos pagamentos e que toda a equipa que esteve envolvida na campanha ainda não foi paga. “O Ministério da Saúde até ao mês passado ainda não tinha se pronunciado sobre a situação do pagamento”, explica.

Valor alterado

Por outro lado, o valor acordado inicialmente foi alterado. Ao invés de 4 mil kwanzas, serão pagos 2 mil kwanzas. “Para cada vacinador diariamente são 2 mil kwanzas e nós fizemos a campanha de vacinação durante 24 dias”, disse Barnabé.

O jurista Augusto Tomás espera que o Estado tenha a consciência que deverá, inclusive, além do valor que deve ressarcir pelas eventuais situações pouco abonatórias.

“Persistindo a posição do Estado em não proceder ao pagamento dessas remunerações, aconselha-se a proceder, nos termos normais das garantias que a própria lei confere, uma reclamação e os competentes recursos. Se não for possível, então o Estado deverá responder contenciosamente de acordo com a atitude que está a adoptar”, concluiu o jurista.

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