
Uma cirurgia complexa para a remoção de um quisto ovariano de 3,5 quilogramas foi realizada com sucesso ontem, segunda-feira, 26, na Maternidade Provincial do Moxico, informou o director clínico da unidade, Assunção Wica.
A paciente, de 27 anos, identificada por Uhenha Antónia e residente no município de Luau, estava há mais de um ano a sofrer de um processo tumoral crónico que lhe causava dores abdominais intensas e aumento do volume abdominal.
O procedimento cirúrgico, tecnicamente conhecido como quistectomia, foi conduzido por uma equipa multidisciplinar composta por seis profissionais de saúde, incluindo um cirurgião geral, um obstetra, um médico interno especializado em ginecologia e obstetrícia, além de um instrumentista e um circulante.
A cirurgia foi concluída com êxito, e a paciente encontra-se actualmente em recuperação pós-operatória, com evolução clínica favorável.
Este procedimento marca o segundo caso significativo na província do Moxico neste mês de Agosto. No dia 7, uma equipa do Hospital Geral do Moxico realizou a remoção de um quisto de seis quilogramas de uma paciente de 31 anos, Adriana Mukumbi, que convivia com a condição há seis anos.
O médico Assunção Wica destacou que o sucesso destas intervenções é um reflexo da crescente capacidade técnica e profissional das unidades de saúde da província, demonstrando a eficácia das equipas médicas em lidar com casos complexos e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
Hospital do Vouga sem cirurgias por falta de especialista
Outrossim, no município do Cunhinga, na província do Bié, a falta de um especialista em cirurgia está a condicionar, até agora, o funcionamento do bloco operatório do Hospital Missionário do Vouga.
O Imparcial Press sabe que este serviço funcionou de 2016 a 2022. O director da referida unidade sanitária, Pedro Mango, sublinhou recentemente que pelo tempo de inutilização, os equipamentos de última geração instalados no bloco operatório estão a deteriorar-se.
“Há sensivelmente dois anos que deixamos de realizar operações. Todos os doentes que carecem de intervenção cirúrgica são transferidos para o hospital Dr. Walter Strangway, no Cuito”, enfatizou.
Disse que para além do médico cirurgião, precisa-se igualmente de outros seis especialistas para atender os serviços de obstetrícia e ginecologia, pediatria, medicina interna, estomatologia e Raio X.
Com a capacidade para 300 camas de internamento, actualmente usa-se apenas metade das camas, por insuficiência de quadros. Beneficiou de obras de reabilitação e apetrecho com meios modernos de diagnóstico e de tratamento, nos anos de 2014 e 2022.
Funciona com 47 funcionários, desses um médico, quatro enfermeiros superiores, 32 técnicos médios de enfermagem e o restante são de apoio hospitalar. Foi construído em 1954, a mando do então padre Manuel Garcia.