MPLA “alérgico às críticas” expulsa Valdir Cônego por desafiar João Lourenço
MPLA "alérgico às críticas" expulsa Valdir Cônego por desafiar João Lourenço
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O Comité Central do MPLA deliberou, esta sexta-feira, a expulsão do militante Valdir de Jesus do Sacramento Cônego, por alegadas infracções graves e desrespeito aos órgãos do partido, no âmbito do Regulamento de Aplicação de Sanções Partidárias.

A decisão foi tomada durante a 9.ª Sessão Ordinária do Comité Central, realizada no Complexo Turístico do Futungo II, sob orientação do Presidente do MPLA, João Lourenço, após apreciação do relatório do processo disciplinar conduzido pelos órgãos competentes.

Em declarações à imprensa, o secretário para a Informação e Propaganda do Bureau Político, Esteves Hilário, afirmou que a medida decorre de “violações reiteradas dos princípios e normas estatutárias, bem como do incumprimento do Código de Ética Partidária”.

Valdir Cônego, que recentemente manifestou intenção de concorrer à liderança do MPLA, apresentou em Agosto uma providência cautelar ao Tribunal Constitucional pedindo a suspensão de João Lourenço das suas funções partidárias.

No documento, o antigo militante alegava “colapso social” e “falta de capacidade de gestão” por parte do líder do partido e Chefe de Estado.

Segundo o mesmo, o recurso ao Tribunal Constitucional foi motivado pela ausência de resposta a uma carta enviada à Secretaria-Geral do Comité Central, na qual solicitava uma reunião extraordinária para debater a suspensão de João Lourenço. A missiva, segundo afirmou, foi remetida com conhecimento a todos os membros do órgão.

Em relação a outro processo disciplinar, envolvendo o militante Fábio André da Silva Quiriri, Esteves Hilário informou que o Comité Central arquivou o processo, por considerar não haver matéria que justificasse qualquer sanção.

O órgão máximo entre congressos aprovou ainda três resoluções de cessação de filiação partidária – duas por falecimento dos militantes Alberto Correia Neto e João Luís Neto “Xietu”, e uma por renúncia voluntária da militante Marcela João da Fonseca -, procedendo em seguida ao preenchimento das respectivas vagas com José Carlos Francisco, Africano André Pedro e Domingos Sá da Silva.

A reunião abordou também questões de vida interna, coesão partidária e políticas nacionais, reafirmando o compromisso do MPLA com a estabilidade, o desenvolvimento e o bem-estar dos angolanos.

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