MPLA “trava” João Lourenço
MPLA "trava" João Lourenço
Jloure

O líder do Grupo Parlamentar do MPLA, Virgílio Ferreira de Fontes Pereira, manifesta-se – em backstage – contra uma nova revisão da Constituição da República de Angola (CRA), como almeja o Grupo Parlamentar da UNITA.

A última revisão da Constituição angolana ocorreu há menos de dois anos, quando o Parlamento aprovou a alteração de mais de 40 artigos. Uma das mudanças foi a eliminação do princípio do “gradualismo” para a implementação das autarquias.

Segundo as informações, a um proliferado temor no interior do MPLA sobre uma eventual alteração da CRA, no presente contexto político, possa beneficiar o presidente do partido dos “camaradas” para um terceiro mandato, em 2027.

“Na minha opinião, não sou favorável, para já , a uma alteração da Constituição, depois da que ocorreu recentemente”, argumentou o presidente do grupo parlamentar do MPLA, em declarações ao semanário Novo Jornal.

Em finais de 2022, o Presidente João Lourenço disse estar pronto a iniciar discussões com os partidos da oposição sobre alterações à Constituição, algo que a UNITA diz aceitar, mas sem alteração do limite de mandatos do titular do Poder Executivo.

O líder da bancada parlamentar da UNITA, Liberty Chiyaka, diz que “precisamos de fazer uma nova revisão da nossa Constituição por estar desequilibrada com o actual contexto político”.

A nível do MPLA, apenas um pequeno grupo, sem expressão, liderado pelo general José Tavares Ferreira, coadjuvado por Mário Durão (um traficante de drogas), terá assumido a responsabilidade de mobilizar apoios junto de sectores da sociedade para o início de debates sobre um eventual terceiro mandato presidencial de João Lourenço.

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