Munícipes de Viana exigem exoneração do administrador municipal por incompetência e abuso de poder
Munícipes de Viana exigem exoneração do administrador municipal por incompetência e abuso de poder
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Um grupo de cidadãos residentes no município de Viana, província de Luanda, lançaram uma campanha de recolha de assinaturas para exigir a exoneração imediata do administrador municipal, Demétrio António Brás de Sepúlveda.

Segundo um informe enviado à redação do Imparcial Press, os principais motivos para esta exigência incluem incompetência na resolução dos problemas do município, abuso de poder e arrogância.

Os munícipes denunciam que, em vez de se concentrar nas questões estruturais que afetam a população, o administrador estaria mais preocupado com negócios irregulares de venda de terrenos.

O descontentamento tem sido expresso através do Movimento Cívico Vamos Salvar Viana (MCVSV), que acusa Demétrio de Sepúlveda de falhar na gestão dos principais desafios do município, como a falta de saneamento básico, o desemprego, o elevado número de crianças e jovens fora do sistema de ensino, o mau estado das passagens pedonais e o crescimento da criminalidade.

João Paulo, membro e responsável pelo movimento, confirmou ao Imparcial Press que o secretário municipal do Conselho da Juventude, em conluio com o director de comunicação da administração de Viana, Januário Damião, a mando do administrador municipal, boicotaram um primeiro encontro entre os munícipes e as autoridades.

Ainda segundo João Paulo, houve uma tentativa de negociação entre a equipa técnica da administração municipal e o Movimento Cívico Vamos Salvar Viana (MCVSV) no passado 3 de Fevereiro, mas o encontro fracassou devido ao suposto comportamento arrogante e autoritário dos representantes da administração de Viana.

Demétrio de Sepúlveda foi nomeado em 2022 pelo então governador de Luanda, Manuel da Conceição Homem, e posteriormente reconduzido no cargo pelo atual governador da capital, Luís da Fonseca Nunes.

Com a crescente insatisfação popular, a sua permanência no cargo pode estar em risco, caso o movimento de protesto ganhe força e pressão suficiente para motivar uma decisão do governo provincial ou do Presidente da República.

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