Músico Dom Manix detido por tentativa de suborno
Músico Dom Manix detido por tentativa de suborno
Dom Manix

O músico Dom Manix foi detido no passado dia 28 de Fevereiro, em Luanda, e posto em liberdade no dia 07 de Março, como medida de coação judicial e Termo de Identidade e Residência (TIR), sob a acusação de tentativa de suborno contra um agente do Serviço de Investigação Criminal.

De acordo com uma fonte castrense bem informada, Dom Manix terá tentado abafar o caso que ocorreu na Via Expressa, no mês de Dezembro, em que foram desviados dois contentores, um contendo vinhos e o outro contendo material de construção.

Dentre os acusados, está a sua esposa, identificada apenas por Aninhas, tida como cérebro do assalto a par de outros comparsas. Sob os acusados, pesa a morte de dois comparsas, ocorrido no local do crime, o que traz à grande envergadura do assalto.

Passado esse tempo, o vinho foi posto à venda nas ruas de Luanda, o que despertou a atenção do proprietário da mercadoria, que despertou o SIC, que, por sua vez, mesmo encontrando-se em estado de mãe, prendeu a senhora que comercializava o vinho.

Dom Manix, na expectativa de abafar o caso e proteger a esposa, carinhosamente tratada por Mana Aninhas, foragida das autoridades desde a data dos factos, terá ido ao SIC-Geral na tentativa de “subornar” o Investigador do processo, mas foi mal sucedido.

Dom Manix acabou sendo indiciado no crime de suborno e está sob coação judicial, e foi posto em liberdade provisória no dia 07 de Março e, periodicamente, deve apresentar-se ao SIC-Geral, sendo que os telefones ficaram retidos.

A nossa reportagem contactou o músico Dom Manix, na companhia do seu advogado, na última sexta-feira, 15, e afirmou que foi vítima de uma cabala e chantagem por indivíduos do SIC, do Departamento dos Crimes Comuns, que o prenderam para investigar um suposto roubo de vinho e azulejos.

Disse ainda que o SIC usou a sua afilhada (que está em gestação) para o extorquir 250 mil kwanzas e, posteriormente, o deteve ilegalmente por 8 dias, tendo sido constituído arguido no processo número 700-24, a cargo do investigador Arlindo.

Dom Manix exibiu um termo de entrega supostamente vindo do Procurador a ordenar o SIC a restituição dos seus haveres com data do dia 13 de Março de 2024, estranhamente assinado também por um Arlindo.

Até à hora da nossa reportagem, recebeu apenas os dois telefones e parte do dinheiro, sem precisar quanto, e disse que os agentes do SIC prometeram fazer o reembolso porque utilizaram os valores monetários. “A afilhada já se meteu em fuga”, finalizou.

com/Na Mira do Crime

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