Namibe: Conflito étnico entre Muhumbi e Mucubais causa várias mortes
Namibe: Conflito étnico entre Muhumbi e Mucubais causa várias mortes
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O conflito interétnico entre membros das comunidades Muhumbi e Mucubais, nos municípios do Camucuio e das Cacimbas, voltou a atingir níveis alarmantes neste domingo, resultando em várias vítimas mortais e feridos.

Segundo fontes do Imparcial Press, pelo menos mais de 10 cidadãos da comunidade Muhumbi terão perdido a vida durante confrontos ocorridos na manhã, aos quais se seguiu, em retaliação, o assassinato de um membro dos Mucubais na sede do Camucuio, durante a tarde.

A disputa, de longa data, tem origem na luta pelo acesso a terras agrícolas e pastoris, bem como a pontos de água essenciais para o abeberamento de gado.

Apesar da presença da Polícia de Intervenção Rápida (PIR) no terreno, os confrontos não foram evitados, levantando críticas à resposta governamental baseada na força em detrimento do diálogo.

O deputado Sampaio Mucanda lamentou a escalada da violência e defendeu a realização urgente de um encontro entre autoridades tradicionais de ambas as comunidades.

“Este conflito não pode ser resolvido pela repressão. É preciso diálogo franco e duradouro para se alcançar a reconciliação”, afirmou.

Em comunicado oficial, o Governo Provincial do Namibe expressou “profunda consternação” pelos acontecimentos e confirmou a existência de vítimas mortais e feridos, sem avançar números oficiais. As autoridades asseguram que estão a proceder ao levantamento rigoroso da situação e reforçam o compromisso com a paz e a convivência harmoniosa.

O documento recorda ainda que têm sido desenvolvidos esforços para mitigar a tensão, incluindo reuniões com líderes comunitários e a execução de projetos de aumento da disponibilidade de água, com a construção de seis grandes barragens e a reabilitação de 43 represas na região.

“O Governo Provincial do Namibe está comprometido com o diálogo e o bem-estar das populações, apelando à calma e à colaboração de todos os envolvidos”, lê-se no comunicado em posse do Imparcial Press.

Entretanto, líderes locais e membros da sociedade civil pedem uma intervenção mais estruturada e transparente, capaz de atacar as causas profundas do conflito, que há anos ameaça a estabilidade social no sul do país.

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