
O guarda-redes Adilson Cipriano da Cruz “Neblú” já não vai alinhar, na próxima época, pelo SuperSport United da África do Sul, com era suposto. As partes não chegaram a acordo. A baixa proposta financeira influenciou a decisão.
O emblema de Pretória quis pagar um salário mensal de sete mil dólares, proposta que não agradou o internacional dos Palancas Negras.
O jogador, que esteve cerca de uma semana na África do Sul, onde realizou alguns treinos no emblema sul-africano, exigiu por um aumento considerável quanto à oferta. Apesar de terem gostado da qualidade do “keeper” que nas últimas seis épocas representou o 1.° de Agosto, o ordenado oferecido foi considerado baixo por Neblú.
As partes tentaram dar sequência às negociações, mas o atleta angolano recusou assinar por aqueles valores. Assim, o guarda-redes de 30 anos regressou a Angola e agora estuda outras ofertas. O mercado do Norte de África pode ser o próximo destino do internacional que, em princípio, não deverá renovar com a equipa militar.
Além dos sete mil dólares mensais propostos à Neblú, a SuperSport United pretendia dar mais 30 mil dólares como prémio de assinatura, uma residência e outros benesses. A tentativa do emblema de Pretória não foi bem sucedida, apesar de reconhecer qualidades elevadas ao guardião angolano.
Neste momento, Neblu encontra-se em Luanda, e continua a estudar algumas propostas. Embora tenha transpirado uma possível ida ao rival do D’Agosto, Petro de Luanda, as fontes deste jornal disseram que é pouco provável, dado ao facto da formação tricolor ter fechado com o guarda-redes Gelson, que esteve ligado ao Interclube. Ademais, o Petro recentemente havia revelado intenções de ficar com o “keeper” mas a oferta não terá atraído Neblu.
O Kaiser Chiefs, outro clube da África do Sul, também esteve muito perto de assegurar os préstimos do atleta de 30 anos. Após a disputa do CAN 2023 na Côte d’ Ivoire, o gigante das terras de Nelson Mandela colocou à mesa uma oferta superior comparativamente as oferecidas pelo Petro e SuperSport, no entanto, o negócio não teve pernas para andar por decisão do próprio guardião, revelam fontes.
Neste momento, pouco ou nada se sabe quanto ao futuro do internacional angolano. A faltar poucos dias para encerrar o mercado de Cacimbo, Neblu continua com o futuro indefinido. Entretanto, poucas são as chances de permanecer no 1.° de Agosto.
O vínculo profissional que unia as duas partes expirou com o término da época passada e embora tenha sido instado a renovar, o guarda-redes deu nega ao clube militar.
Afinal, qual vai ser o destino do guarda-redes angolano? Esta é uma das perguntas que mais se ouve nos meandros dos negócios do futebol nacional, porém, a resposta ainda está guardada a sete chaves.
O guardião forjado no Atlético Sport Aviação – ASA, cumpriu seis temporadas ininterruptas com o emblema do Rio Seco estampado ao peito. Com a saída de Tony Cabaça, assumiu as rédeas da baliza dos dagostinos até à última época.
Maior referência dos Palancas no CAN’2024
Depois de Hugo Marques, Neblú ganhou titularidade indiscutível na baliza da equipa de todos os angolanos. Fruto das grandes exibições com as cores nacionais, fizeram do guardião o número um entre os postes dos Palancas Negras. No último Campeonato Africano das Nações, foi a maior referência das redes da Selecção Nacional de Honras.
Com estreia registada em 2012, o internacional conta com 24 aparições nos jogos dos Palancas Negras, contabiliza partidas amigáveis, cinco duelos somados na qualificação ao Mundial, quatro encontros na fase de apuramento ao CAN e igual número de jogos de acesso ao CHAN.
No Campeonato Africano disputado em 2024, Neblú foi utilizado em três partidas, numa das quais, contra a Namíbia, foi expulso ainda na primeira parte, numa acção heroica que ajudou no triunfo do combinado angolano.
in JA