
O Procurador-Geral da República (PGR), general Hélder Fernando Pitta Gróz, está a ser acusado de nepotismo e de práticas de favorecimento dentro da Procuradoria-Geral da República e da Procuradoria Militar.
Fontes do Imparcial Press apontam que o magistrado terá colocado familiares em cargos de destaque e promovido militares sem formação jurídica para posições de chefia.
Conforme uma investigação divulgada no Maka Angola, um dos casos mais controversos envolve o coronel Manuel Jorge, promovido à categoria de sub-procurador-geral da República, apesar de nunca ter exercido funções como magistrado nem possuir formação em Direito.
O oficial, segundo as denúncias, integra ainda uma rede de “funcionários fantasmas”, que não exercem funções mas continuam a receber salários.
Em contraste, o general Adão Adriano António, que solicitou a sua jubilação, continua sem resposta por parte do Conselho Superior da Magistratura do Ministério Público (CSMMP), situação vista como sinal de favorecimento selectivo dentro da instituição.
Observadores compararam o caso ao que ocorreu no Tribunal Supremo, sob a liderança do antigo juiz-presidente Joel Leonardo, acusado de nepotismo e irregularidades na gestão da magistratura.
No entanto, fontes sugerem que Pitta Gróz teria sido “mais astuto”, preparando previamente os seus aliados para assegurar a continuidade da sua influência quando deixar o cargo.
As acusações estendem-se também a uma reestruturação nacional levada a cabo durante a reunião do Conselho Superior da Magistratura (Plenária n.º 12/2025), que resultou no afastamento e transferência de vários magistrados considerados desalinhados com a liderança de Pitta Grós.