
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, nomeou esta quinta-feira Roman Gofman, actual secretário militar do Governo, para o cargo de director do Mossad, a poderosa agência de inteligência e contra-terrorismo de Israel.
A indicação surge a cerca de um ano da conclusão do mandato do atual chefe do serviço, David Barnea, que termina funções em Junho de 2026.
Num comunicado oficial, o gabinete do primeiro-ministro informou que a escolha foi feita após entrevistas com vários candidatos, e que Gofman será ainda hoje submetido ao Conselho Consultivo para a Nomeação de Altos Funcionários, etapa necessária para a formalização do cargo.
Roman Gofman deverá assumir a liderança do Mossad em Junho do próximo ano, numa transição preparada em pleno contexto de tensão no Médio Oriente.
Segundo o comunicado, o oficial desempenhou “inúmeros cargos operacionais e de comando” nas Forças de Defesa de Israel (IDF), acumulando experiência direta em operações estratégicas e de segurança nacional.
Netanyahu recordou que Gofman foi nomeado secretário militar “em plena guerra” – referência ao conflito desencadeado pelo ataque do Hamas, em 7 de Outubro de 2023 -, sublinhando que desde então o responsável tem mantido coordenação permanente com “todos os departamentos de informações e segurança, especialmente com o Mossad”.
O primeiro-ministro descreveu-o como “o melhor e mais adequado candidato” para conduzir a agência.
A nomeação recebeu o apoio do ministro da Defesa, Israel Katz, que classificou Gofman como um oficial “altamente qualificado”, um “verdadeiro guerreiro” e um comandante dotado de uma vasta experiência entre os altos escalões das IDF.
Com a aprovação final, Roman Gofman tornar-se-á uma das figuras mais influentes da estrutura de segurança israelita, assumindo a chefia de um dos serviços secretos mais ativos e estratégicos do mundo.