Nicolás Maduro sequestrado em operação militar dos EUA
Nicolás Maduro sequestrado em operação militar dos EUA
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O Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, afirmou este sábado que o Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, terá sido capturado durante uma operação militar conduzida por forças norte-americanas em território venezuelano, informação que até ao momento não foi confirmada de forma independente.

A alegação foi divulgada pelo próprio chefe de Estado norte-americano através da rede social Truth Social, onde publicou uma imagem que aparenta mostrar Nicolás Maduro no interior de um helicóptero.

A fotografia foi igualmente partilhada na plataforma X. O Governo venezuelano reagiu exigindo provas da situação e da integridade física do Presidente, considerando o anúncio uma grave violação da soberania nacional.

Em declarações à estação norte-americana Fox News, citadas pelo jornal Ahramonline, Donald Trump disse ter acompanhado a operação “em directo”, descrevendo-a como rápida e violenta.

Segundo o Presidente dos EUA, Maduro e a sua esposa estariam a bordo do navio de guerra USS Iwo Jima, alegadamente a caminho de Nova Iorque, onde o líder venezuelano poderá vir a ser apresentado a um tribunal federal, hipótese ainda não confirmada pelas autoridades judiciais.

Fontes citadas pela Fox News indicam que Nicolás Maduro poderá comparecer num tribunal do distrito Sul de Manhattan já nos próximos dias, embora a data esteja sujeita a alterações.

De acordo com responsáveis norte-americanos, a operação, designada “Martelo da Meia-Noite”, terá sido justificada por alegadas acusações de narcotráfico e de ameaças à segurança dos Estados Unidos.

O vice-presidente norte-americano, JD Vance, afirmou que Washington terá apresentado “várias alternativas” ao Governo venezuelano antes da operação, alegadamente rejeitadas por Caracas.

O Governo da Venezuela denunciou uma “gravíssima agressão militar” dos Estados Unidos, após explosões registadas durante a madrugada em Caracas e noutras regiões do país, e decretou o estado de exceção.

Conforme relatos de agências internacionais, terão sido atingidas bases militares e infra-estruturas estratégicas, mas os números de vítimas e danos ainda não foram oficialmente confirmados.

A situação provocou reacções internacionais. O Presidente da Colômbia, Gustavo Petro, manifestou preocupação e apelou à contenção, rejeitando acções militares unilaterais que coloquem civis em risco.

O Presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, condenou o que classificou como um ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela.

Em Portugal, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, informou que acompanha os acontecimentos em coordenação com o Governo, enquanto o Ministério dos Negócios Estrangeiros mantém contactos com a embaixada portuguesa em Caracas e com parceiros europeus.

Até ao momento, não há confirmação independente sobre o paradeiro de Nicolás Maduro, mantendo-se um cenário de elevada tensão política e militar na Venezuela.

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