“Nimi West” é a nova tendência em Luanda – Sociólogo diz ser culpa do MPLA
"Nimi West" é a nova tendência em Luanda - Sociólogo diz ser culpa do MPLA
Moda

Em Angola, alguns jovens resolveram inspirar-se no presidente da FNLA, Nimi a Nsimbi, após este estar envolvido em polémica que se tornou viral nas redes sociais. O político da oposição terá sido impedido de fazer o registo e tirar fotos na Assembleia Nacional, por ter desrespeitado as normas internas, por ter usado casaco jeans (na imagem) com calça social.

Actualmente, circulam imagens nas redes sociais, principalmente no Facebook, de jovens vestindo-se a moda “Nimi West”. Segundo os internautas, em torno da polémica, o presidente da FNLA tem se inspirado no cantor norte-americano, Kanye West.

O sociólogo e analista político, Osvaldo Tchingombe, reagiu de igual modo – nas redes sociais – sobre a nova tendência. “Um dos piores erros do MPLA foi “FATOLIZAR” as profissões, isto é, dar crédito as profissões cujo profissionais devem estar sempre trajados de fato e gravata, ou seja, passou-se a ideia que para ser considerado alguém nesta sociedade a tua profissão tem de estar associada aos fatos e gravatas como os deputados, juristas, bancários e outros”, enfatizou.

Segundo o mesmo, o país ficou parado no tempo e no espaço “porque ficamos preso no que vestir do que realmente importa, que é o fazer as coisas bem e para o bem”. “E é nesta de “FATOLIZAR” que os assimilados e preguiçosos serviços protocolares da Assembleia Nacional entenderam criar barreiras ao Presidente da FNLA e Deputado Assembleia Nacional, Nimi-A-Simbi, pelas suas vestimentas ao invés de preocuparem-se com o que realmente importa, que passa por tornar Assembleia Nacional num espaço verdadeiramente democrático e num órgão que representa de facto os anseios da Sociedade”, sublinhou.

Osvaldo Tchingombe é de opinião que a sociedade angolana deve mudar a cultura do fato. “Até porque os maiores ladrões deste país sempre usaram fato e gravata, logo, o problema nunca esteve no que as pessoas vestem, mas sim na consciência delas”, concluiu.

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