
Durante a luta de libertação nacional, o Dr. Jonas Savimbi, inconformado com a postura dos dois movimentos então existentes, o MPLA, sediado em Brazzaville, e a FNLA, em Kinshasa, fundou a UNITA.
Pretendeu imprimir à luta um novo rumo, fixando a liderança no interior de Angola, junto das massas populares e dos combatentes, partilhando sacrifícios e as agruras da guerra, movido pela firme convicção de instaurar um Estado democrático de direito na Angola independente.
O MPLA, apoiado pelo Partido Comunista Português, frustrou esse propósito, impedindo as eleições previstas para Outubro de 1975.
A UNITA e a FNLA foram expulsas de Luanda com o apoio dos cubanos iniciando-se a longa marcha da resistência, sustentada no ideal inabalável de garantir a democracia e a liberdade para o povo angolano.
Foi nesse contexto que o então jovem Apolo integrou o movimento revolucionário, tornando-se General porque se destacou empunhando armas como patriota e defensor desses ideais.
Liderou e comandou homens em batalhas, testemunhou a morte de seus companheiros, viu tombar no altar da pátria, o seu próprio Alto Comandante, o Dr. Jonas Savimbi, a 22 de Fevereiro de 2002, em Lukusse, Moxico, sempre pela mesma causa: a liberdade e a democracia.
Por isso, valores conquistados com sangue e sacrifício não podem ser traídos na última hora. Ouvir hoje dia 22/07/25 o Secretário Provincial da UNITA no Huambo e, pior, um General, afirmar perante os militantes que “não pode haver múltiplas candidaturas no Congresso” e que “quem apoiar outro candidato fora do ACJ será sacrificado” é atentar contra tudo o que defendemos, desonrar a memória dos que tombaram pela nossa causa Senhor General.
Essa posição trai o espírito da luta da UNITA e o próprio ideal do patriotismo angolano.
Apelamos, pois, à Comissão de Ética do Partido que intervenha imediatamente, convoque os Secretários Provinciais à razão e ponha fim a práticas de partido único contrárias à linha política da UNITA.
Em nome da nossa devoção à CAUSA da UNITA, que é, na verdade, a causa dos angolanos, reafirmamos o compromisso de lutar, com todos os meios políticos e legais, para que a democracia, a transparência e a legalidade sejam integralmente respeitadas no próximo XIV° Ordinário Congresso.
Aos militantes da UNITA, renovamos o apelo: juntem-se ao Movimento de Resgate, tragam denúncias fundamentadas inquestionáveis e, juntos, impeçamos que a democracia seja novamente traída dentro da nossa organização.
TENHO DITO.