
Cerca de quatro obras das 19 acções previstas na carteira do Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM), destinados ao município do Moxico (sede da província Moxico), estão paralisadas há mais de um ano por falta de pagamentos aos empreiteiros.
Trata-se de duas escolas, T13 e T19, e duas unidades sanitárias, Centro Médico e Hospital Materno Infantil, visitadas ontem, terça-feira, 25, pelo governador provincial, Ernesto Muangala.
Segundo o fiscal de obras da escola T13, com capacidade para mil alunos, localizada no bairro Mandembue, Inácio João apesar de pagar somente 180 milhões dos 400 milhões de kwanzas previstos, a obra encontra-se 70 por cento de execução física.
Já o responsável da empresa FRE-AIRES, Fernando Aires, disse que as obras do Hospital Materno Infantil (antiga maternidade), localizada no centro da cidade do Luena, estão paralisadas devido a constrangimentos financeiros que se verificaram após a alteração do contrato inicial.
Fernando Aires disse que a empreitada está avaliada em mais de 180 milhões de kwanzas, com um nível em 80 por cento de execução física, sendo que a conclusão está prevista para Março de 2023.
Na mesma situação, encontram-se as obras do centro médico do bairro Alto Luena, localizado a sul da cidade, e a escola T19 no bairro tchifutchi, cuja execução financeira é de 90 por cento, estando executada a e a física de 70 por cento. A empreitada está orçada em mais de 300 milhões de kwanzas.
Falando à imprensa, no fim da visita de constatação, o governador provincial do Moxico, Ernesto Muangala, prometeu interagir com “os órgãos de tutela” para se ultrapassar os constrangimentos.
“Neste ano lectivo, vamos contar com essas escolas, pois, vamos nos empenhar e trabalhar afincadamente para que se concluam as obras”, recomendou.
O PIIM, na província do Moxico, contempla 139 acções, sendo dose do âmbito central, 15 do provincial e 112 de gestão municipal, orçado em mais de 32 mil milhões de kwanzas.
in Angop