Obrigado, Palancas Negras! – Melo Clemente
Obrigado, Palancas Negras! - Melo Clemente
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“Fazer o que ainda não foi feito”. Com este “slogan”, o líder técnico das nossas Palancas Negras, Pedro Gonçalves, partiu para o Campeonato Africano das Nações de Futebol (CAN), competição que decorre na Côte d’Ivoire.

Inserido no Grupo D, ao lado da Argélia, um dos colossos do futebol africano, do Burkina Faso, medalha de bronze da última edição da prova, e da Mauritânia, nação que procura se afirmar no continente, Angola chegou à cidade de Bouaké como uma ilustre “desconhecida”.

As exibições menos conseguidas, sobretudo, na era Pedro Gonçalves, fizeram com que a maioria dos angolanos ficassem descrentes em relação ao desempenho da Selecção Nacional, que disputa o seu nono Campeonato Africano das Nações.

Aliás, a campanha que ditou o apuramento das Palancas Negras para o CAN da Côte d’Ivoire foi de tal maneira reticente, que tivemos de contar com uma ajudinha do Ghana, na derradeira jornada.

Em face disso, parecia normal que grande parte dos angolanos colocassem em dúvida o poderio dos jovens jogadores que estão a ser liderados em campo pelo enorme capitão Fredy.

Nem mesmo o empate (1-1), diante do forte selecção da Argélia, no arranque da fase preliminar, alterou o vaticínio dos angolanos, sobretudo, nas redes sociais.

E, como quem não quer nada, as Palancas Negras surpreenderam tudo e todos, e pela segunda vez terminaram em primeiro lugar do grupo, desta com sete pontos, depois dos cinco somados em 2010, na prova organizada no país.

Mauritânia (3-2) e Burkina Faso (0-2), sentiram o “power” dos angolanos.

Aquilo que os adeptos nacionais não puderam vislumbrar na Selecção Nacional, os ivoirenses, fundamentalmente da zona de Bouaké, tiveram o ensejo de constatar com olhos de ver. a qualidade de jogo de Angola, razão pela qual passaram a apoiar as Palancas Negras.

Mesmo com o primeiro lugar alcançado no Grupo D, o cepticismo dos angolanos para o jogo dos oitavos-de -final, diante da vizinha Namíbia, foi notório.

Apesar do histórico favorecer a Selecção Nacional, foram muitos os angolanos que ainda receavam uma eventual não passagem para os quartos-de-final. A expulsão de Neblú, aos 18 minutos, chegou, por uns instantes, a indiciar o fim do percurso na prova.

Mas, uma vez mais, os comandados de Pedro Gonçalves mostraram grande determinação, e a jogar com uma unidade a menos, inauguraram a marcha do marcador, por intermédio do inevitável Gelson Dala, que se tornou no primeiro e único atleta a marcar duas vezes em dois jogos, sendo por isso um dos melhores marcadores da grande montra do futebol africano.

Com nove golos marcados e três sofridos, Angola detém um dos melhores ataques da competição e a melhor defesa, números que deveriam mudar radicalmente a falta de crença dos angolanos.

A trajectória até aqui realizada deve orgulhar a todos os angolanos, sem excepção. Obrigado, Palancas Negras. Que venha a Nigéria!

in JA

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