
Num cenário de crescente descontentamento interno, oficiais do Serviço de Inteligência e Segurança Militar (SISM) solicitam ao Presidente da República a exoneração urgente do general João Pereira Massano, actual líder da instituição.
As críticas contra o mesmo apontam para alegações de má gestão, nepotismo e corrupção, que têm gerado instabilidade e desmotivação entre os efectivos.
Os mesmos, conforme fontes internas do Imparcial Press, sugerem que o general Fernando Miala, actual chefe do Serviço de Inteligência e Segurança do Estado (SINSE), seja nomeado para liderar o SISM, mesmo que de forma transitória.
Acredita-se que Fernando Miala possui a experiência necessária para reestruturar e fortalecer a instituição, restaurando a confiança e a eficácia operativa.
As denúncias a desfavor do general Massano incluem a manipulação de processos de recrutamento, favorecendo familiares e pessoas próximas dos dirigentes do SISM, e a exclusão de oficiais das áreas operacionais de Inteligência Militar e Contra-inteligência.
A situação tem gerado profundo descontentamento entre os especialistas do órgão, muitos dos quais dedicaram décadas à segurança nacional e agora se veem relegados ao esquecimento.
A actual administração do SISM adotou como lema de mandato “Combater a Corrupção e o Nepotismo”, uma contradição flagrante perante os escândalos que se multiplicam internamente.
Perante este quadro, os denunciantes apelam à intervenção urgente do Presidente da República e das entidades de fiscalização para restaurar a integridade e eficiência da instituição, garantindo que os princípios da transparência e mérito sejam efetivamente respeitados no seio do serviço.
Fontes internas revelaram ao Imparcial Press que a recente aprovação do Estatuto Orgânico e Remuneratório do SISM, através do Decreto Presidencial n.º 235/23, desencadeou uma série de práticas controversas.
A alocação de novos fundos teria intensificado divisões internas, com privilégios concentrados em um grupo restrito de dirigentes e civis sem formação específica, enquanto oficiais experientes são marginalizados.
O general Fernando Miala, que já liderou os serviços de inteligência externa e actualmente comanda o SINSE, é visto como uma figura capaz de restaurar a integridade e eficiência do SISM.
Sua experiência abrangente em diversas estruturas dos serviços de inteligência angolanos é destacada como fundamental para enfrentar os desafios actuais e implementar reformas necessárias.